quinta-feira, 5 de março de 2020

Das pedras com que nos deparamos no nosso caminho

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Sabem aquela expressão "As pedras que encontrar no caminho, guardarei todas, para um dia construir um castelo"?


Para algumas pessoas, não é apenas uma frase, é mesmo a sua forma de estar na vida.


 


Enquanto algumas usam essas "pedras" como desculpa, para não avançar, ou guardam-nas, em jeito de peso que são obrigadas a carregar, dificultando-lhes a vida, outras encontram formas de lhes dar uso, de utilizá-las a seu favor, e seguir em frente.


 


Há quem passe a vida a lamentar-se pela tragédia, e quem se alegre, apesar de, ou graças, a ela.


Há quem se valha dos maus momentos, para justificar o facto de não fazer nada. E quem se sirva deles para ir à luta.


Há quem transforme a dor em mágoa. E quem a transforme em força.


Há quem se deixe moldar ao que de mau lhe aconteceu. E quem, apesar de tudo, mantenha a sua essência.


 


Há quem queira permanecer na escuridão. E quem procure encontrar a luz.


Há quem se resigne. E quem nunca deixe de procurar a saída. 


 


Haverá sempre quem passe a vida a vitimizar-se. E quem decida não se transformar para sempre numa vítima.


Haverá sempre quem queira viver a sua vida infeliz.


E quem nunca baixe os braços, para voltar a ser feliz!


 


 


Inspirado no post de ontem da Sofia, e em todas as pessoas que não se deixam vencer pelas adversidades da vida, que não desistem, que vão à luta. E que escolheram ser felizes!   

quarta-feira, 4 de março de 2020

3 séries que estou a seguir no momento, e que recomendo!

Toy Boy - Netflix


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Depois de sete anos encarcerado numa prisão em Málaga, um stripper sai em liberdade condicional, decidido a provar que a amante o incriminou pelo homicídio do marido.


Hugo contará com a ajuda de uma jovem advogada, e dos seus amigos, na busca pela verdade. Mas também terá muita gente disposta a que ele volte para trás das grades.


Macarena é a ex amante de Hugo. Uma mulher empresária, mais velha, que o usou para se divertir e que, supostamente, foi responsável pelo plano que o incriminou pelo assassinato do marido.


Agora, sete anos depois, começamos a perceber que há muito mais por detrás desse crime que uns tentam por deixar arquivado no passado, e outros querem reavivar pelas mais diversas razões.


 


 


For Life - AXN


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Baseada numa história real, “For Life” retrata a luta de Isaac Wright Jr., sentenciado a prisão perpétua por um crime de tráfico de droga que não cometeu.


Isaac Wright Jr., retratado na série como Aaron Wallace, era um empreendedor de 29 anos, casado e pai de uma criança, que foi falsamente acusado de ser o “cérebro” de uma das maiores redes de tráfico de droga em Nova Iorque e Nova Jérsia em 1991.


As falsas acusações resultaram numa sentença de prisão perpétua e um acréscimo de 72 anos de prisão, por diversos crimes de narcotráfico.


A partir do momento em que se vê na sua cela, o seu principal objectivo é conseguir provar a sua inocência, e reverter a pena, de forma a recuperar a sua mulher e filha, e a sua vida.


Para isso, estuda para se formar e tornar-se advogado, e vai tentando defender, em tribunal, os seus colegas de prisão, lutando contra um sistema judicial corrupto, que nem sempre lhe facilita a vitória. 


 


 


Lincoln Rhyme - Caça ao Coleccionador de Ossos - AXN


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Inspirado no best-seller, o enigmático e notório assassino em série conhecido como "O Colecionador de Ossos" aterrorizou Nova Iorque até que, aparentemente, desapareceu. Três anos depois, regressa e obriga o ex-detetive e gênio forense Lincoln Rhyme, a voltar à caça do homem que o deixou paralisado, e o atirou para uma cama.


Habituado a trabalhar sozinho, e a achar que sabe sempre tudo, arrogância que o fez estar onde está hoje, Lincoln terá, agora, que aprender a trabalhar em equipa com Amelia Sachs, uma jovem policial com uma intuição e capacidade de traçar perfis nata.


Esta improvável dupla de detetives entrará num jogo mortal de gato e rato com o brilhante psicopata que os uniu. Resta descobrir como é que se apanha um assasino que está sempre um passo à frente.


E se, nessa caça, conseguirão proteger as respectivas famílias, da morte certa.


 

terça-feira, 3 de março de 2020

O ser humano é um "bicho" estranho e contraditório

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As pessoas, mediante determinadas situações da sua vida, tomam decisões que acham que as irão melhorar ou resolver mas, depois, acabam por não estar satisfeitas, e tomar novas decisões que as levam às situações de onde queriam sair. E torna-se uma "pescadinha de rabo na boca".


 


Por exemplo:


A excessiva disponibilidade leva-nos a ocupá-la com as mais diversas actividades que, quando percebemos, nos deixam sem qualquer disponibilidade, pelo que acabamos por abdicar delas, para voltar a ter disponibilidade e, logo em seguida, vontade de querer ocupá-la de alguma forma!


 


Não raras vezes, sentimo-nos sozinhos e acabamos por iniciar uma relação amorosa, para termos alguém ao nosso lado, com quem partilhar os momentos, os dias, as férias, os fins de semana, as noites. Mas, às tantas, de tanto estarem juntos, começam a sentir falta de tempo só para si, o que leva a que vá cada um para seu lado, voltando a estar sozinhos, até sentir falta de ter alguém, e voltar a repetir o ciclo!


 


Muitas pessoas vão para o ginásio para conseguir um corpo tonificado e bonito, para agradar ou ser mais fácil conquistar alguém. Quando o conseguem, acabam por deixar o ginásio de lado, porque há muito mais com que se ocuparem, e começam a perder o corpo de sonho, o que leva a que algumas vezes, a atracção deixe de existir, e as relações terminem. E logo vão para o ginásio de novo, para repetir todo o processo.


 


E, assim, sucessivamente, para as mais diversas situações e circunstâncias.


O ser humano é mesmo um "bicho" estranho e contraditório.


 


 

segunda-feira, 2 de março de 2020

Estratégia para enganar ou mera falta de visão minha?

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No hipermercado onde costumo fazer as compras, são vários os fins de semana em que têm campanhas especiais para os clientes, que consistem em dar vales de 10 euros, por um determinado valor em compras (que nem sempre é o mesmo), vales que poderão ser utilizados posteriormente, em futuras compras, de valor igual ou superior.


 


Por norma, têm vários cartazes, na entrada e espalhados pela loja, a anunciar.


Nesses cartazes, o que mais salta à vista, em tamanho grande, é o número 10. O resto vem em tamanho mais pequeno.


No passado sábado, quando entrei, vi o tal cartaz com o número 10. Em letras mais pequenas, dizia que a oferta respeitava a compras no valor de 40 euros, e era limitada a 80 euros de compras.


 


Ora, o meu cérebro, habituado à campanha dos vales, associou automaticamente a oferta a essa campanha. 


Claro que não estive a fazer compras de propósito para chegar a esse valor, mas até ultrapassou, e estava convencida de que iria ganhar dois vales.


 


Afinal, e depois de ir confirmar a informação de forma mais detalhada, após interpelar a funcionária para a oferta, percebi que o 10 gigante se referia a 10% de desconto no valor das compras, a acumular em cartão.


Terá sido estratégia para enganar quem lá fosse ou, simplesmente, falta de visão minha?


Agora que penso nisso, a verdade é que o tal limite de 80 euros não faz qualquer sentido, porque os 10% que acumulou no cartão foi do total da minha conta, que era superior a 80 euros.


 


Pelo sim, pelo não, vou estar muito mais atenta das próximas vezes que for às compras.


 


Nesse mesmo supermercado, e a propósito das falsas promoções que apregoam, reparei no outro dia que uma embalagem de rolos de papel higiénico, que costumo comprar a € 2,99, estava em promoção.


Só que a dita promoção, apregoada por eles, era de um desconto de 2 euros (de € 3,99 para € 1,99) quando, na verdade, o desconto era apenas de 1 euro. Em vários meses que compro o mesmo papel, ele nunca custou € 3,99.


 


 

domingo, 1 de março de 2020

Sobre o final da experiência social "Amigos Improváveis"

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"Amigos Improváveis" era aquele programa que me fazia companhia todos os dias, quando chegava a casa do trabalho, para descomprimir.


Se havia um dia que não dava, sentia que faltava alguma coisa. Ficava ansiosa pelo próximo diário.


Apesar de ser mais um programa de televisão, em que muita coisa poderá ser editada, manipulada, e passar apenas o que dá audiências, ou aquilo que querem que seja visto, ainda assim superou, em muito, outras experiências sociais transmitidas na TV.


 


Estando a meio destas duas gerações, acabei por me identificar com ambas, em diferentes aspectos.


Representam, de certa forma, um pouco do que já fui e mudei, do que ainda sou, e do que poderei vir a ser, à medida que o tempo avança.


Não me importava de conviver com alguns daqueles "avós" tal como, ao mesmo tempo, não me importava de estar com alguns daqueles jovens.


 


No fundo, o que retiro desta experiência é que, independentemente da geração a que se pertence, o mais importante é haver humildade, respeito, entrega, compreensão, flexibilidade e capacidade de adaptação, de ambas as partes.


E, acima de tudo, colocar estereótipos de parte, superar preconceitos e não nos guiarmos, somente, pelas aparências. O carácter de uma pessoa vai muito além do que se vê por fora, e do que se aparenta ser.


 


Aprendi que se pode ensinar sem criticar negativamente, que se pode falar sem se ser inconveniente, que se pode ser sincero sem se ser indelicado, e que uma forma de estar diferente, perante uma mesma situação, pode fazer a diferença, entre se ouvir e interiorizar ou, simplesmente, rejeitar ou ignorar.


 


E que a honestidade, o ser-se como se é, vale muito mais do que fazer aquilo que é esperado de nós, do que agir apenas e só para agradar o outro, com o objectivo de marcar pontos.


 


Fica a curiosidade de saber, daqui por uns meses ou anos, quantas destas amizades improváveis, que se tornaram, em pouco mais de dois meses, amizades para a vida, irão perdurar ou manter-se. 

A semana numa imagem #16

  A discoteca Ouriço, na Ericeira, é conhecida pelas diferentes fachadas que vai exibindo ao longo dos anos. Esta, é a actual, pintada de fr...