quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Segredos de Natal, da Netflix

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Nenhuma família é perfeita.


Cada uma tem as suas diferenças, divergências, problemas, questões por resolver e, até, os seus segredos. Umas, claro, mais que outras.


Quase sempre, tudo isso acaba por vir mais ao de cima, quando essas famílias se juntam. E, em vez de ser uma reunião pacífica de toda a família, acaba por se tornar uma tempestade com consequências imprevisíveis.


 


Desilusões com aqueles que considerávamos a sua referência, protagonismo e tendência para chamar a atenção para si, ignorando aqueles que estão ao lado, exibicionismo, autoritarismo, passividade, medo de desapontar, revolta, e um pouco de loucura, tornam esta família totalmente desestruturada.


Apesar disso, continua a haver um elo que liga todas estas mulheres, de várias gerações - o amor.


É ele que, no fim, falará mais alto e permitirá deitar para fora tudo o que foi sendo guardado ao longo de vários anos, toda a raiva, frustração, receios, e desejos que ficaram sempre por se concretizar.


Esta é uma família que se junta no Natal, em busca de aprovação, redenção, acenar da bandeira branca, recuperação do tempo, e até da vida, algures, perdida.


 


É o momento de pôr os pontos nos "is" e, no meio desse turbilhão de emoções, descobrir o segredo que Eva tem a revelar à família, antes de partir.


E é essa imperfeição que torna estas famílias reais, verdadeiras, e um exemplo para todos nós.


 


 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

A Passagem de Ano que não era para ser... mas foi!


 


O meu marido iria estar a trabalhar.


Eu e a minha filha iríamos passar em casa.


Mas, quis o destino, que a empresa onde o marido trabalha fosse vendida, a nova não quisesse aquele cliente, e os funcionários daquele posto ficassem todos sem trabalho, no último dia do ano!


Valeu o meu marido já desconfiar que as coisas podiam dar para o torto, e ter arranjado outro trabalho "just in case", o que foi uma boa aposta, tendo em conta a situação.


 


Assim, acabámos por poder estar os três juntos, e festejar de outra forma.


Reservei mesa no bar onde costumamos ir nos últimos anos. Com uma filha de 15 anos, a querer divertir-se, mas ainda sem idade para discotecas, seria o ideal.


 


A ideia era jantar lá, dançar e entrarmos no novo ano da melhor forma.


Quando chegámos, estava mais composto que no ano passado, o que prometia.


No entanto, pouco depois das 22 horas, começou o Karaoke. A sério, que numa passagem de ano, a essa hora, se lembram de fazer Karaoke? Ainda por cima, com músicas para dormir? E com a maioria a cantar pior que o Zé Cabra e a dar-nos ainda mais sono?


 


Anos houve em que o proprietário nos brindava com várias músicas cantadas por si. Este ano, esteve mais escasso.


O próprio equipamento de som parece que, de ano para ano, está pior e com mais problemas.


Enfim...


Nessa altura, já me estava a arrepender de lá ter ido.


 


 



 


Lá dançámos uma ou duas músicas.


Foi distribuído o espumante e as passas a que tínhamos direito mas, como nem eu nem a minha filha íamos beber, fui pedir duas garrafas de água.


O rapaz que andava a servir ficou de levar.


A meia-noite estava a chegar, e nada de águas. Acabámos por brindar só com as garrafas de espumante.


O rapaz, esse andava a dançar com a namorada.


Só depois de eu ter ido ao balcão pedir à proprietária as águas, é que ele apareceu a pedir desculpa.


 


 


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Depois da meia-noite, a música já era melhor e a minha filha fartou-se de dançar. A noite era mais para ela e, se ela se divertiu, então valeu a pena.


Pouco depois da uma da manhã, decidimos que estava na nossa hora de ir embora. 


Tem que haver sempre uma "ovelha ranhosa" e ontem não foi excepção: um homem, já meio bêbado, andava a meter-se com todas as mulheres na pista de dança e, quando saíram todas, começou a ir às mesas.


Antes que viesse para o nosso lado, pegámos nas nossas coisas e fomos pagar a conta.


 


Nos dois anos anteriores, havia um valor fixo para a entrada, mas que correspondia a consumo mínimo.


Assim, no primeiro ano, pagámos 25 euros. No ano passado, os 20. E ainda trouxemos umas 4 garrafas de água para casa, para justificar o consumo (sugestão da proprietária).


Este ano, estávamos convencidos que seria igual.


Qual não é o nosso espanto quando nos é apresentada a conta, e percebemos que, além das entradas, tudo o resto foi cobrado à parte.


Se, até ali, a vontade de lá voltar já não era muita, depois disto, acabou de vez. 


Não pelo facto de ser cobrado à parte, em si, mas por nem sequer nos terem informado de que as coisas este ano funcionavam de forma diferente.


Acabei por pedir coisas para justificar o consumo que, se soubesse de antemão que tinha que pagar à parte, nem pediria.


 


Mas, já que se quiseram armar em espertos e, inclusive, cobrar à minha filha o valor de adulto, quando até 18 anos era metade do preço, disse que estava a ser cobrado valor a mais.


A senhora pediu desculpa, devolveu então os 5 euros, mas diz que nunca imaginou que a minha filha tivesse apenas 15 anos! Que, olhando para ela, nunca lhe daria essa idade.


 


E assim foi a nossa entrada em 2020!


 


 


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Agora, digam lá de vossa justiça: alguma vez esta miúda parece ter mais de 18 anos, ou dar-lhe-iam os 15, que tem?! 

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Última leitura do ano: Ganhei Uma Vida Quando Te Perdi, de Raul Minh'alma

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As pessoas entram na nossa vida quando têm que entrar, ficam enquanto tiverem que ficar, e saem quando devem sair.


Se pensássemos sempre assim, seria tão mais fácil superar o fim dos relacionamentos, das amizades, ou até a perda dos entes queridos.


Mas, na prática, nem sempre é assim...


 


Ao longo do livro, várias ferramentas são transmitidas, através das analogias que vêm pelo Sr. Artur, ou até mesmo pelo Rodrigo, fazendo pensar que Alice é uma mulher que não sabe lidar com a sua vida, no meio dos sábios, que parecem saber sempre a coisa certa a dizer e fazer.


De facto, foi aquilo que tenho a apontar de menos positivo no livro: a forma como os conhecimentos são "debitados" ou "despejados" ao leitor, que não soaram de forma natural, como seria a ideia ou intenção do autor.


 


Gostei da analogia da caixa.


A proposta era pegar em tudo o que nos caracterizasse, e colocar dentro de uma caixa. Se não coubesse, deveríamos excluir o que não fosse assim tão importante, para o resto caber lá dentro.


No entanto, o correcto era, simplesmente, não colocar nada porque, ou a outra pessoa nos aceita por inteiro ou, se temos que anular uma parte de nós, para que a outra nos aceite, não vale a pena.


 


Também adorei a analogia da fonte.


Os habitantes não queriam aceitar que a fonte fosse demolida e construída uma nova porque, afinal, de vez em quando, lá dava água.


Da mesma forma, nós vamos, muitas vezes, aceitando migalhas que nos vão dando para nos manter minimamente satisfeitos sem, no entanto, sermos realmente felizes.


No entanto, se dessem oportunidade a uma fonte nova, talvez a água já não parasse de correr.


E, se déssemos oportunidade a quem realmente merece, a quem nos dá o pão inteiro, fossemos mais felizes, do que com as migalhas que não são mais do que os restos daquilo que os outros já comeram.


 


A ampulheta


Dizia a psicóloga que a Alice consultou, que só havia duas formas de superar o final de uma relação, e de lhe custar menos.


A primeira, seria ela saber que o ex tinha outra, e já não queria saber dela. A segunda, era Alice encontrar um novo amor.


O Sr. Artur deu-lhe, por sua vez, uma terceira opção: fazê-la perder as memórias de tudo o que tinha vivido com a outra pessoa.


Caberia depois, a ela, decidir se essa perda de memórias seria para sempre, e assim viveria o resto da vida numa ilusão, ou recuperá-las, quando estivesse melhor preparada, e voltar à realidade, superando-a o melhor que conseguisse, porque nada se consegue de um dia para o outro.


A solução estaria na ampulheta que o Sr. Artur lhe deu, e nas mãos, na cabeça e no coração de Alice.


Eu confesso, por mais que me doesse, preferia a realidade à ilusão.


 


Uma nova paixão


Rodrigo surgiu na vida de Alice, ainda antes de as memórias lhe serem apagadas. Mas os melhores momentos vividos a dois, foram já nessa fase em que era suposto Alice não se apaixonar por ninguém.


E agora, ela terá uma decisão ainda mais difícil para tomar porque, ao recuperar as memórias do passado, aquilo que sente por Rodrigo pode adquirir um outro significado, ou até perder-se.


Mas, se atirar fora a ampulheta sem recuperar as memórias, tudo aquilo que viveu e poderá vir a viver com o Rodrigo, será uma farsa.


 


O segredo


Paralelamente à situação de Alice, há ainda um segredo por desvendar, que o Sr. Artur guarda a sete chaves, e que poderá mudar a vida de todos eles. 


O que une o Sr. Artur a Rodrigo e Alice, e que segredo será esse que ele esconde?


 


"Ganhei Uma Vida Quando Te Perdi" aborda ainda o divórcio, a superação e aceitação de novas relações dos ex, e a forma como os pais utilizam e prejudicam, muitas vezes, os filhos com isso.


E é, no fundo, uma história de superação: superação de traumas antigos, de perdas, de dificuldades, de sentimentos, de dor.


Porque só superando tudo isso, conseguiremos ser felizes!


 


 


SINOPSE


"Como é que se esquece alguém? Quando Alice decide esquecer Gustavo, depois de este a ter magoado, procura Artur, um homem sábio e misterioso que tem o dom de apagar, temporariamente, as memórias associadas a uma pessoa.
No entanto, Alice estava longe de imaginar as consequências que essa decisão iria trazer para a sua vida, principalmente depois de se apaixonar por Rodrigo.
Agora tinha mais uma difícil decisão em mãos: enfrentar o passado, ou viver este novo amor que, depois de ter apagado parte das suas memórias, poderia não passar de uma mera ilusão…
O autor bestseller Raul Minh’alma, líder dos tops nacionais de vendas, traz-nos um romance arrebatador onde nos explica como fazer de um fim um novo começo e de uma perda uma grande conquista."


segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Expectativas para 2020

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Estamos prestes a dizer adeus a 2019.


O ano passado, por esta altura, estava de pé atrás com o ano que aí vinha. Não tinha grandes expectativas para 2019.


E, de facto, embora não tenha sido um ano mau, foi um ano que se passou, sem grandes marcos.


Foi um ano que passou enquanto o diabo esfregou o olho, sem quase dar por ele.


E em que, realmente, me apercebi da sensação de os anos estarem a passar, e eu não estar a vivê-los como deveria, pelo contrário, a sensação que tenho é que estou a perder anos de vida por entre os dedos das mãos, sem conseguir agarrar nenhum.


 


 


2020 está quase a chegar. Não que eu acredite muito em numerologias e simbologias, mas confesso que soa bem. É um número que me inspira.


Dizem, também, que 2020 será o ano do sol.


Espero, por isso, que seja um ano cheio de luz, de alegrias, de momentos felizes, de corações quentes, de inspiração e, claro, de muito sol!


 


Não sou de grandes resoluções, porque sei que a maioria delas nunca chega a passar da teoria à prática, mas há algo que espero conseguir neste novo ano: pensar mais em mim, cuidar-me mais, ter mais tempo para mim, viver mais.


Sentir que estou a agarrar esta vida tão efémera, que a qualquer momento se pode esvair completamente, e a fazê-la valer a pena.


Porque ela não espera por nós...


 


 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

A Rapariga Sem Nome, de Leslie Wolfe

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Como podemos combater os demónios do mundo, se não conseguimos aniquilar os nossos próprios demónios?


Como podemos ajudar e salvar outras mulheres, se não nos conseguimos ajudar a nós mesmas?


E se o demónio que anda à solta, for um elo comum a todas? Incluindo, àquela que já por uma vez conseguiu escapar, e que pode agora vir a cair na sua teia novamente, sem o saber?


 


Durante anos, Tess Winnett tentou encontrar o homem que a deixou, de tal forma, traumatizada que, ainda hoje, tem ataques de pânico.


Nem o facto de pertencer ao FBI a ajudou na sua incansável busca.


Na verdade, a única coisa que foi acumulando, enquanto agente especial do FBI, foram queixas, devido à sua forma de agir, muitas vezes impulsiva, contornando as regras, mas com resultados sempre acima das expectativas.


Ela sabe o que quer, sabe onde e como procurar, é perspicaz e intuitiva, e não tem medo de arriscar.


Habituada a trabalhar sozinha, desde que o seu parceiro morreu, vai ser difícil fazer agora parte de uma equipa, e lembrar-se dela, antes de agir por si mesma.


 


O mais recente caso de que foi incumbida, é o singular assassinato de uma jovem, às mãos de um psicopata que ela acredita já ter matado antes, e estar prestes a fazê-lo novamente, se não o conseguirem descobrir e travar a tempo.


Na verdade, tudo indica que o assassino fez outras vítimas, embora as semelhanças entre os crimes sejam inconclusivas, e que talvez esteja a aperfeiçar o seu método, para o derradeiro crime.


Mas, como descobrir quem é, e como apanhá-lo, sem colocar em risco as suas carreiras e, até, a própria vida?


Conseguirá Tess evitar o pior, com a mais recente vítima ou tornar-se-á, também ela, novamente, numa vítima deste homem?


 


A história está muito boa, e prende do início ao fim.


Conseguimos sentir a frustração deles, quando não sabem o que mais fazer, ou onde procurar, e cada minuto que passa é um minuto de sofrimento e tortura para a vítima, que poderá ser fatal.


E é fáci perceber porque Tess tende a passar por cima de burocracias inúteis, para ir directa ao que reamente importa.


Penso mesmo que, mais do que a história dos crimes e das vítimas, esta é a história de Tess.


 


Apenas não acho que o título escolhido para o livro tenha sido o melhor, até porque a Rapariga Sem Nome depressa é identificada, tal como as restantes vítimas.


 


 


SINOPSE


"Os olhos azuis vidrados, o belo rosto, inerte, coberto de cintilantes grãos de areia. Os lábios entreabertos, como que para libertar um último suspiro. Quem é a bela rapariga encontrada ao amanhecer numa praia deserta? Qual é o seu segredo?
A agente especial Tess Winnett, do FBI, procura incessantemente respostas. A cada passo, a cada nova descoberta, desvenda factos perturbadores que conduzem à mesma conclusão: aquela não foi a única vítima. O assassino que procuram já matou antes.

Escondendo também um terrível segredo, a agente Tess Winnett enfrenta os seus receios mais profundos, numa emocionante corrida para apanhar o assassino, que se prepara para acabar com outra vida. Descobri-lo-á a tempo? Será capaz de o deter? A que preço?

AS REGRAS DO JOGO MUDARAM.
TAL COMO A DEFINIÇÃO DE SERIAL KILLER.
TODOS DESEJAMOS TER ALGUÉM. MAS ESTAREMOS DISPOSTOS A MORRER POR ISSO?
A agente especial Tess Winnett é apaixonada, ousada, forte e temperamental. Não hesita em arriscar a vida, numa busca incessante por toda a verdade e por um seria killer cruel que anda a tirar vidas sem piedade. Inteligente, desenvolta e teimosa, Tess levará os leitores numa memorável e aterradora investigação neste empolgante e apaixonante thriller."


A semana numa imagem #16

  A discoteca Ouriço, na Ericeira, é conhecida pelas diferentes fachadas que vai exibindo ao longo dos anos. Esta, é a actual, pintada de fr...