terça-feira, 21 de abril de 2015

88 minutos


 


Vi este filme no fim de semana. Já é antigo (2007), mas o actor Al Pacino está espectacular no papel de psicólogo forense. Que por acaso até é uma área que me agrada! 


A psicologia usada na análise e interpretação do comportamento criminal levou ao nascimento e crescimento da psicologia forense, fundamental no apoio aos tribunais e à decisão jurídica.


Claro que, uma coisa é um pequeno curso ou workshop teórico, ou com situações simuladas. Outra, é estudar a fundo e ter que entrar na mente dos criminosos, e dar o seu contributo para a condenação daqueles, sem medo.


É isso que a personagem de Al Pacino faz neste filme, perante um assassino, basicamente condenado apenas devido a provas circunstanciais, uma testemunha confusa e, em grande parte, ao seu credível testemunho enquanto psicanalista ao serviço do FBI. 


Naquela altura, ele não teve dúvidas de que aquele homem era o assassino.


Nove anos mais tarde, com o suposto assassino preso e a poucas horas de ser executado, voltam a acontecer crimes, seguindo o mesmo padrão dos anteriores, o que levanta a dúvida sobre a credibilidade do testemunho outrora dado, e a possibilidade de o condenado estar inocente.


Ao mesmo tempo, Jack Graam, professor de psicologia forense e psicanalista, é ameaçado de morte, tendo 88 minutos para descobrir quem está por trás desta ameaça, sobreviver, e garantir que Jon Forster pague pelos seus crimes.


A partir daí, é vê-lo analisar cada um dos seus alunos, cada uma das pessoas que o rodeia e com que se vai envolvendo, à lupa de um psicólogo, antecipando os seus passos e movimentos. É vê-lo confiar, desconfiando.


É vê-lo lutar por aquilo que acredita, mesmo quando os seus próprios superiores e colegas começam a acreditar que ele possa estar envolvido.


As cenas do crime chocam um bocadinho pessoas mais sensíveis, como eu. E não faço ideia de qual será a sensação de estar perante alguém que comete tais actos.


Por isso, se por um lado me atrai este lado da psicologia, por outro, acho que nunca seria capaz de exercer! 


 

2 comentários:

  1. Para quem gosta do género, é! E depois, o Al Pacino aparece com um ar de psicólogo maluco, desleixado, que dá vontade de rir, mas aquela cabecinha...Quem me dera! Estava a ver o filme e sempre a pensar que havia ali alguma coisa que estavam a esconder, que fulano devia estar envolvido, que fulana devia ser cúmplice. O pior foram mesmo as cenas dos crimes, e a parte em que ele conta o que aconteceu à sua irmã, e o motivo para lhe terem sido dados 88 minutos para morrer. Faz-me imensa confusão.

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