segunda-feira, 30 de junho de 2025

"O Hospital de Alfaces", de Pedro Chagas Freitas

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Creio que foi o primeiro livro que li, deste autor.


Fi-lo, porque me andava constantemente a aparecer à frente a publicidade do mesmo.


E por curiosidade. Pelo título. E por alguns comentários ao mesmo.


 


Não é livro para mim.


Percebo a intenção. Compreendo (acho eu) a mensagem. 


Mas não me cativou.


 


São "chavões" a mais, impingidos para reforçar ideias.


Não me transmitiu qualquer emoção, como seria de supor.


Limita-se a debitar acontecimentos, sentimentos e frases, que mais parecem de auto-ajuda, sem conseguir envolver na história.


 


 


Citações do Livro:


 


"Não morres de coração congelado; só ficas mais difícil de derreter."

 

 

"Somos sempre mais complicados que os problemas que inventamos."

 

 

"Encobrimos o que sentimos como quem esconde o lixo debaixo do tapete. Depois tropeçamos nele, fingimos que a culpa foi do tapete."

 

 

"A única maneira de te manteres vivo é aprenderes a ridicularizar o que te mata."

 

 

"Se precisas de te perder para te encontrares, talvez devas começar a andar mais sem mapa."

 

 

 

Sinopse:

 

"A história de três gerações: avô, pai e filho entrelaçam-se em momentos tocantes que nos fazem refletir sobre o efémero da vida e como o amor nos salva em todos os momentos.
Este livro é uma história de amor. A mais bela das histórias de amor.
Aqui há hospitais, é verdade.
Há pais que choram, há mães que esperam, há filhos que resistem.
Acima de tudo, há amor.
Amor como cura, como anestesia, como diagnóstico.
Amor que não cabe nas paredes de um quarto de hospital,
nem nas palavras que tentam explicá-lo.
O Hospital de Alfaces é isso.
Uma história que dói, mas que abraça.
Uma história que sangra, mas que salva.
Uma história para quem já amou ao ponto de se perder.
E que descobriu que, mesmo perdido, ainda é possível continuar."

sexta-feira, 27 de junho de 2025

A erva-de-são-roberto

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Há umas semanas, disseram-me: 


- Encontras facilmente, isso anda aí por todo o lado, sobretudo junto a muros velhos.


E eu:


- Está bem. Mas, mesmo que veja, não saberei identificar.


 


Erro meu, de não ter prestado atenção aos ensimanentos do meu pai.


Ele falava-me desta erva, e chegou a mostrar-me, várias vezes, em criança.


 


Recentemente, ao ver uma fotografia que tinha tirado, fui pesquisar o que era.


A resposta: erva-de-são-roberto.


Precisamente, aquela que eu queria.


 


Pena que continue sem saber onde encontrá-la.


Não me consigo lembrar do sítio onde a foto foi tirada!


 


E duvido que, a encontrá-la noutro sítio qualquer, a consiga reconhecer!


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto


 

quinta-feira, 26 de junho de 2025

"A Loja de Flores", na Netflix

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"A Loja de Flores" ou, no seu título original, "Tuiskoms", é uma série sul-africana que estreou, em Fevereiro, na Netflix.


Andava ali, na minha lista, meio perdida até que, agora, uns meses depois, chegou a sua vez.


E só posso dizer: vejam!


É daquelas séries que não sabemos que precisávamos de ver, até a vermos.


 


É uma série leve, cómica, que nos faz rir.


É romântica, sem ser lamechas.


É real, sem ser demasiado melodramática.


É divertida, comovente, hilariante, emotiva, humorística.


 


Faz-nos pensar.


No que é realmente importante. 


No que queremos, verdadeiramente, para a nossa vida.


No que estamos a desperdiçar, a deixar passar ou fugir.


E no que temos de agarrar, e a quem (ou a quê) nos agarrar, para sermos felizes.


 


Faz-nos reflectir.


Entre os que partem, e já não estão mais entre nós.


E as pessoas que chegam à nossa vida, seja por que motivo, ou propósito, for.  


A linha que separa as memórias de uma vida que não pode mais ser vivida, e a promessa da uma nova vida que está à espera de ser vivida.


 


E se tudo isto ainda não vos convencer, há mais: livros, e um clube de leitura; e flores, e uma loja familiar que se mantém aberta por "amor". Bonitas paisagens, sobretudo as quintas onde são cultivadas as flores.


Há escrita. Há arte. 


Há amizade verdadeira. Há amor.


Há passados dolorosos, presentes desastrosos, e futuros promissores.


Há um desmistificar de vários preconceitos e ideias pré formadas.


 


Se ainda não deu para perceber, reforço, gostei mesmo da série!


E recomento a todos.


 


E não poderia deixar de destacar estes dois diálogos, e uma das frases finais, que me marcaram:


 


"As pessoas dizem para avançarmos.

Como se o desgosto e a dor fossem uma doença.

Algo que pode ser curado.

Mas instala-se no teu interior.

Torna-se parte de ti.

 

Então...

... e se a dor não passar?

 

Sobrevives.

E esperas.

Esperas não ser engolido por tudo."

 

 

 

"... o amor é uma doença com que todos nascemos. E passamos a vida à procura de uma cura.

A cura, claro, são os outros.

Por vezes, temos sorte e somos curados pela união das almas.

Outras vezes, a cura é um veneno que nos destrói lentamente sem nos apercebermos.

 

O que se faz aí?

 

Com sorte, encontras o antídoto.

 

E isso é o quê?

 

O antídoto é libertarmo-nos.

Cuspir o veneno e continuar a procurar até termos a cura verdadeira.

Doa o que doer.

Se pararmos de procurar, paramos de viver."

 

 

 

"Não podemos evitar a morte mas, com sorte, se o Universo for gentil, encontraremos luz até na escuridão."

 


 


quarta-feira, 25 de junho de 2025

Um "eu" perdido

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Olho para o meu "eu", que deixei para trás há uns meses. 


Já não me identifico muito com ele.


Observo o meu "eu" de um passado recente, muito diferente do anterior.


No entanto, também não me revejo nele.


 


O meu "eu", do presente, está perdido. 


Entre aquele que não quer voltar a ser, e aquele que tem dúvidas de conseguir voltar a ser.


Ainda assim, está mais perto de se voltar a fechar, do que abrir.


E isso nunca é bom.


 


Se o pudesse comparar com algo, seria com um gato.


Não com todos, claro. 


Com aqueles a quem sabe bem serem acariciados, ou mimados, mas não em demasia.


Aqueles que, quando passa da fase em que sabe bem, para aquela em que já é demais, retribuem com uma arranhadela, ou uma dentada, estabelecendo um limite, e afastando.


 


O meu "eu", do presente, está perdido.


Entre as dúvidas que se vão infiltrando, os pensamentos contraditórios que se vão acomodando, os sentimentos confusos que nele vão habitando.


Entre a esperança, e a desconfiança.


Entre a realidade, e uma sabotagem mental à mesma.


 


Diria o meu "eu" imaginário, resolvido e assertivo, que devo viver a vida, e entregar-me aos momentos, sem receios. Porque, se sair magoada, isso nada tem a ver comigo, mas com quem me magoar.


No entanto, também esse "eu" me diria que, se estiver numa situação em que não me sinta confortável, então, é porque não é boa para mim.


Há que sair dela. Eliminar esse desconforto, que não levará a lado nenhum.


 


Mas o meu "eu" real, continua perdido.


Como se ainda esperasse a poeira assentar. O mar acalmar. O nevoeiro dispersar.


Para pensar, e perceber, com clareza, que rumo seguir.


 

terça-feira, 24 de junho de 2025

"Um Mais Um - A Fórmula da Felicidade", de Jojo Moyes

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Percebemos que é amor quando todo o ruído, bagunça, confusão e desordem, de que sempre nos afastámos, agora nos fazem falta.


Quando percebemos que aqueles momentos em que a nossa vida estava, de certa forma, virada do avesso foram, apesar disso (ou talvez por isso), momentos felizes.


 


"Um Mais Um" mostra-nos, de forma dura e crua, que nem sempre adianta ser positivo, ou pensar positivo.


Que nem sempre os problemas se resolvem por si só. Nem, muitas vezes, com esforço. 


Há momentos em que, quando parece que as coisas não podiam ser piores, o universo arranja forma de provar que sim, ainda podem piorar mais.


Que a vida não é fácil. E, tão pouco, justa. 


 


Mas também nos mostra que tudo fica menos difícil, quando não estamos sós.


Quando partilhamos a nossa história. Quando aceitamos ajuda. 


Quando dividimos o peso do fardo que carregamos.


Quando temos alguém, verdadeiramente, ao nosso lado.


Alguém que seja, por uma vez, positivo quando, do outro lado, a esperança foge por entre os dedos. Só para equilibrar a balança.


Alguém que nos dê paz. Que faça os nossos filhos sentirem-se seguros e tranquilos.


Alguém que nos faça rir.


Alguém que dê um novo sentido à nossa vida. E faça sentido, na nossa vida.


 


Jess trabalha duplamente, para poder cuidar dos seus filhos, Tanzie e Nicky.


Embora Nicky não seja seu filho biológico, ela assumiu essa responsabilidade já que o pai do rapaz, seu ex-marido, não quis saber dele.


Nicky é vítima de bullying e agressões físicas, por se atrever a ser diferente. Os agressores, saem sempre impunes, porque não há como provar nada.


Tanzie tem a oportunidade de participar numa Olimpíada de Matemática, algo que ela adora, e ganhar uma bolsa para uma boa escola, que a impediria de vir a ser uma vítima, tal como o irmão, na escola onde este estuda.


Para isso, Jess tem de a levar até à Escócia, ainda que não tenha qualquer dinheiro para essa viagem.


 


Ed é um nerd que, juntamente com um amigo, criaram uma empresa de sucesso, prestes a fazer um novo lançamento.


No entanto, Ed deita tudo a perder quando se envolve com uma mulher do seu passado, que o engana para obter lucro, à custa de informações privilegiadas que ele, sem pensar, lhe dá. 


Agora, Ed perdeu tudo aquilo pelo qual sempre trabalhou, e arrisca-se a ir para a prisão.


Mas não é isso que o incomoda. É o facto de ter "traído" o amigo, e de desiludir o seu pai, que está a morrer de cancro.


 


Quiseram, as circunstâncias, que as vidas de Ed e Jess se cruzassem, nos piores momentos de ambos.


E quis, o destino, ou o que quer que seja, que esses piores momentos fossem, para todos, os seus melhores momentos.


Claro que, como tudo na vida, não duram para sempre.


E o pior, ainda está por vir.


 


O que esperar quando já não se espera nada?


Em quem, ou no quê, confiar ou acreditar, quando toda a confiança, em todos os sentidos, foi quebrada?


Como dar a volta sem escorregar, ainda mais, na lama, da qual ainda não se conseguiram levantar?


 


"Um Mais Um" é uma bonita história, que nos faz ter alguma fé na humanidade, acreditar que ainda existe bondade e justiça no mundo.


Que não podemos julgar todos da mesma forma, pelos erros que cometem. 


E que nunca é tarde para se ser feliz.


 


SINOPSE:





"Uma mãe por conta própria


Jess Thomas faz o seu melhor, dia após dia. É difícil lutar sozinha.


E, por vezes, assume riscos que não devia. Apenas porque tem de ser…
Uma família caótica
Tanzie, a filha de Jess, é uma criança dotada e brilhante a lidar com números, mas sem apoio nunca terá oportunidade de se revelar.
Nicky, enteado de Jess, é um adolescente reservado, que não consegue sozinho fazer frente às perseguições de que é alvo na escola.
Por vezes, Jess sente que os filhos se estão a afundar…
Um desconhecido atraente
Ed Nicholls entra nas suas vidas. Ele é um homem com um passado complicado que foge desesperado de um futuro incerto. Ed sabe o que é a solidão. E quer ajudá-los…
Uma história de amor inesperada
Um mais um - A fórmula da felicidade é um romance cativante e original sobre duas pessoas que se encontram em circunstâncias difíceis."




segunda-feira, 23 de junho de 2025

"The Waterfront - Marginal"

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A família Buckley construiu um "império" pesqueiro em Havenport, e não está disposta a perdê-lo.


Nem que, para isso, tenha que fazer alianças duvidosas, envolver-se em negócios obscuros, e cometer crimes.


Sim, haveria sempre outras opções, mais honestas, e legais.


Mas para os Buckley, só há uma única escolha possível: salvar o seu património, a qualquer custo. Ainda que, nessa missão, acabe por colocar toda a família em risco.


 


Harlan e Belle estão casados há décadas, com todos os altos e baixos que um casamento pode ter, traições e um certo distanciamento afectivo. Ainda assim, no que respeita a negócios, mantêm-se parceiros. Ou, talvez, nem tanto... Embora o objectivo seja o mesmo, têm formas de pensar e agir diferentes. E nem sempre partilham aquilo que estão a fazer, escondendo segredos um do outro.


Apesar disso, nos momentos mais difíceis, estão lá para se apoiar mutuamente. Talvez ainda haja uma réstia de amor, mesmo que não o saibam demonstrar.


 


E isso inclui os filhos: Cane e Bree.


Cane é um homem frustrado, que virou costas a uma carreira no desporto, para ficar em Havenport, no negócio da família.


Com o pai afastado, por motivos de saúde, e outras aventuras, e com as dívidas a acumularem, tentou dar a volta, com o apoio da mãe, tomando algumas decisões que pareciam certas mas, logo se percebe, não eram. E são elas que vão desencadear toda a história.


É casado com Peyton, com quem tem uma filha. No entanto, o seu casamento também já viu melhores dias. Principalmente, depois de reencontrar Jenna, uma ex namorada da juventude.


 


Bree é uma ex alcoólica e toxicodependente.


Acusada de ter incendiado a casa, com o filho lá dentro, colocando em risco a vida deste está, agora, com uma medida de afastamento que a impede de chegar perto de Diller, a não ser em encontros previamente agendados, na presença de uma assistente social.


Ao longo da história, vamos percebendo o que a levou àquele ponto. Lá está - mais uma vez, haveria sempre outras escolhas. Mas as pessoas não são todas iguais, e não reagem sempre da mesma forma.


Nos primeiros episódios, vemos Bree completamente desajustada da sua família, como se fosse a ovelha negra, a renegada. Decidida a vingar-se do irmão, que depôs contra ela no tribunal, ela alia-se ao agente da DEA que anda a investigar a morte de dois homens, aparentemente, relacionada com os negócios de Cane.   


Ao mesmo tempo, tenta manter-se sóbria, limpa, e conquistar a confiança e o amor do filho.


 


A determinado momento, Cane e Bree conseguem resolver os problemas entre eles e, tal como seria de esperar, unem-se aos pais para proteger e salvar a família, nem que para isso, tenham que matar, para não serem mortos.


Quanto a Harlan e Belle, não há dúvida de que, quanto mais cavam, mais fundo chegam. Resta saber se conseguirão, depois, sair de lá, e a que preço.


 


 

sexta-feira, 20 de junho de 2025

Pela praia

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Abriu a época balnear.


Não que isso tenha alguma importância. Afinal, as pessoas vão à praia quando querem.


Seja verão ou inverno, esteja frio ou calor.


Haja um bocadinho de sol, e é vê-las deitadas ao sol, ou a dar uns mergulhos na água gelada.


 


Mas, como eu dizia, abriu a época balnear. Oficialmente, vá.


Já se vêem as bandeiras: a azul, que todos os anos lhe é atribuída e, naquele dia, a amarela.


A praia estava bem composta.


No mar, vários surfistas, nem se percebe bem a fazer o quê, porque passaram o tempo deitados nas pranchas, sem apanhar qualquer onda digna de exibição.


 


Na areia, as delimitações das zonas vigiadas pelos nadadores salvadores - menos de metade de todo o areal.


Pergunto-me o que acontecerá a quem ouse tentar afogar-se uns metros ao lado.


E os toldos e barracas, para quem gosta de se proteger, e dizer que tem ali uma "casa alugada na praia"!


 


Ao longo do caminho, vemos as esplanadas cheias.


Pessoas a almoçar. Ou a lanchar.


A petiscar, ou a tomar um cafezinho.


Pessoas a refrescar-se, e a pôr a conversa em dia, com vista privilegiada para o mar.


 


Junto a uma das casinhas do pessoal dos toldos, três homens conversam, como se estivessem em casa.


Estão ali a ganhar o deles.


Umas horinhas bem compensadas, enquanto trabalham para o bronze, apenas de calções e chinelinho.


E lavam as vistas, apreciando as garinas que por ali passam. 


Até que a sede leva a melhor, e fazem uma pausa, para a cervejinha!


 


Depois há quem, como eu, apenas ande por ali a passear.


O vento desagradável, que se fazia sentir, não demoveu ninguém.


Por enquanto, ainda se sente o cheiro a maresia.


Até ser substituído pelo do protector solar, nos próximos tempos.


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto

quinta-feira, 19 de junho de 2025

"Pela noite dentro - Contos e Outros Escritos", de José da Xã

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Comecei a ler este livro e foi, quase, como voltar atrás no tempo.


A uma outra vida, da qual pouco sabia, a não ser por algumas histórias que o meu pai foi contando e, recentemente, pela leitura do seu livro.


A uma outra realidade, de há muitas décadas.


A um Alentejo (no caso do meu pai), onde a única coisa que esperava os jovens era a vida no campo. Com tudo o que tem de bom. E de mau.


A dureza, o trabalho árduo, a pouca instrução académica, uma certa pobreza.


A vergonha, disfarçada pela dignidade. 


A míngua, disfarçada pela simplicidade.


Os modos, por vezes algo abrutalhados, relevados pela sinceridade, simpatia e hospitalidade.


A coscuvilhice, perdoada pela união e entreajuda entre vizinhos. Afinal, todos se conhecem. Para o bem, e para o mal. Todos sabem da vida um dos outros. Todos falam uns dos outros. Mas, quando é preciso, estão lá.


O retrato de um povo que, embora trabalhe de sol a sol, e esteja dependente daquilo que a terra lhes dá, também é capaz de levar a vida com uma curiosa calma, satisfazendo-se com pouco, e dando valor às pequenas coisas.


Destaco a descrição, em muitos destes contos, da força das mulheres. Da sua capacidade de resiliência, e de como conseguem ultrapassar as dificuldades.


E a lealdade dos animais, para com os humanos com quem criam laços, e de alguns humanos, para com os seus animais, que consideram amigos ou, mesmo, família.


 


E "Os Felícios"?!


O que me diverti com eles!


De repente, o leitor salta do campo, para a cidade. De outros tempos, para a realidade actual.


A era das tecnologias, onde impera o vício das redes sociais. Os olhos permanentemente colados a um ecrã de telemóvel.


Os Felícios são uma crítica social. Uma espécie de sátira ao que observamos, em algumas famílias e na dinânimica entre cada um dos membros dessas famílias, hoje em dia.


O retrato dos jovens de hoje: dos seus interesses, das suas prioridades. E o dos adultos, por vezes tão ou mais imaturos que os jovens.


Ainda assim, é possível perceber que os Felícios preservam, apesar de tudo, o espírito de união de uma verdadeira família, que é coisa que se vê cada vez menos.


Acredito que "Os Felícios", e os seus caricatos episódios dariam, por si só, um livro autónomo e muito divertido!


 


Obrigada, José, pelo miminho, e pela oportunidade de ler estas histórias!


Parabéns à Olga pela ilustração da capa!


 


 


 


 


 


 


 


 


 

quarta-feira, 18 de junho de 2025

Rosas

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As rosas que fazem jus à cor, ou a cor que faz jus às rosas.


Rosas "cor-de-rosa".


Ei-las, em botão, a desabrochar ou já abertas.


Para quem as quiser apreciar.


 


 


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terça-feira, 17 de junho de 2025

"Titan" - o documentário

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Não sou muito fã de documentários.


E este não foi excepção.


Demasiado extenso. Demasiado "secante". Demasiado técnico.


 


Talvez estivesse à espera de algo mais emocional, pelos testemunhos dos familiares.


Ou de uma espécie de simulação do que aconteceu, desde a entrada no submersível, até à implosão.


Mas não foram por aí.


 


O que se retira, do documentário, é que muitas pessoas sabiam dos problemas, dos erros, das infracções. Muitas vezes, denunciadas. Mas de nada adiantou.


Muitas das pessoas contratadas aceitaram pelo desafio, em termos profissionais e pelo que o conceito significava, ou porque tinham algum fascínio pelo Titanic.


E, dessas, muitas saíram por incompatibilidade de ideias, valores e objectivos, com o "patrão".


A veneração e entusiasmo depressa deram lugar à noção dos riscos, da falta de segurança, e do contornar das regras.


Perceberam que não se tratava de algo feito em prol de todos, mas apenas pelo ego de um só.


 


Stockton Rush, o CEO da Oceangate, é descrito como um homem que tinha um sonho, e quis torná-lo real. Até aí, tudo bem.


Mas é também descrito como o homem que afasta quem não está com ele. Como dizem, uma crítiica ao projecto, era interpretado como uma crítica a ele próprio e, por isso, quem não estava com ele, estava contra ele.


É descrito como uma pessoa que fazia questão de mostrar que era ele que mandava, que era ele o patrão, e que era dele a última palavra.


 


Stockton Rush queria fama, a qualquer custo.


E era arrogante!


Segundo ele, ele não morreria no submersível. Ninguém morreria nele. Da mesma forma que, ironicamente, o Titanic era inafundável!


O dinheiro faz destas coisas: dá às pessoas aquela espécie de direito "quero, posso e mando".


E, aos outros, a ousadia de se aventurarem nestas expedições, a qualquer preço, só pela extravagância. Porque podem pagar para tal.


Porque ficariam na história. Só não sabiam a que custo.


 


Em suma, a tragédia do Titan, aconteceu por negligência técnica, erros humanos, ambição desmedida, e por se privilegiar o circo mediático da inovação em vez da segurança.


No fundo, uma "criança mimada" a brincar com as vidas dos outros (e com a sua própria, como se acreditasse que era imortal), numa brincadeira que, um dia, correu mal.


Afinal, já diz o ditado que "tantas vezes vai o cântaro à fonte que um dia lá deixa a asa".


 


Do sonho, restam os destroços.


Os materiais.


E os emocionais.


E uma investigação que já dura dois anos, ainda não está concluída, e em que, provavelmente, ninguém será responsabilizado.


Até porque cada um dos que pagava por uma viagem destas, assinava um termo em como "abdicava" da sua vida.


 

segunda-feira, 16 de junho de 2025

"Sobreviventes", na Netflix

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Não se trata, propriamente, de um grupo de pessoas a tentar sobreviver numa qualquer ilha, após um trágico acidente, no sentido em que estamos habituados a ver.


E, ainda assim, é precisamente sobre um grupo de pessoas e a forma como cada uma delas lidou, e tentou "sobreviver", após um trágico acidente, que causou a morte de três jovens.


Os "sobreviventes" são aquilo a que podemos chamar de "danos colaterais" ou "efeitos secundários" - levam com os "estilhaços" dos acontecimentos que não aconteceram, directamente, com eles mas são, igualmente (ou até mais) afectados.


 


Há 15 anos, Finn e Toby fizeram-se ao mar, para salvar Kieran, no meio de uma tempestade, e acabaram por morrer.


Toby deixou órfão um filho pequeno. Finn, deixou os pais sem metade deles.


Kieran sobreviveu.


Nesse mesmo dia, uma adolescente - Gabby - desapareceu.


A polícia entendeu, após a sua mochila dar à costa, que ela tinha sido lançada das rochas, pela tempestade, e morrido. O corpo nunca apareceu. E ninguém mais falou dela.


 


Agora, 15 anos depois, só se fala nos dois jovens exemplares que perderam a vida, e aos quais estão a preparar uma homenagem.


No entanto, Bronte, uma turista que está ali a passar uma temporada, decide investigar o que aconteceu a Gabby. Para além de analisar os pertences da filha de Trish, ela interroga os moradores, e vai tirando várias fotografias, e publicando vídeos sobre a sua intenção de descobrir o mistério.


Agora que a melhor amiga de Gabby - Mia, mulher de Kieran - está de volta, é a oportunidade de poder falar com ela também.


 


Só que, na manhã seguinte à chegada do casal, Bronte é encontrada morta na praia.


Acidente? Ou assassinato?


Estarão, os dois casos, separados por 15 anos, ligados por algum elo comum?


A verdade é que muitas pessoas, ali, escondem segredos. E estão dispostos a tudo para que continuem a sê-lo.


Até, matar. E deixar os outros levarem com a culpa. De novo...


 


Em termos de personagens, tenho de destacar três:


Verity - uma mulher amarga, rude, arrogante, prepotente que destila o seu veneno e magoa quem menos deveria mas que consegue, ao mesmo tempo, ser carinhosa, afectuosa e bondosa, com quem quer. O que a tornou assim? A vida!


É muito fácil julgá-la, condená-la porque ela consegue mesmo ser detestável. Até cruel para com o filho sobrevivente.


Mas a série mostra o que a tornou assim. Para além da morte do filho mais velho, pela qual culpa o filho mais novo, ela lida há anos com a demência do marido, que ama, e nunca abandonou.


Mesmo que ele, por vezes, sem intenção, seja mais agressivo com ela. Ou não a reconheça. Ou faça muitos disparates que, depois, ela tem de remediar.


E, ao mesmo tempo que culpa o filho mais novo pelo acidente, talvez pela dor com a qual não consegue lidar, de ter perdido um dos filhos, culpa-o, igualmente, por ter abandonado os pais, logo após o acidente, deixando-a entregue a tudo aquilo do qual ele fugiu.


 


Kieran - o filho sobrevivente de Verity, é "odiado" por quase todos em Evelyn Bay ou, pelo menos, por aqueles que foram afectados pelo acidente e pelas mortes. Muitos, tal como a própria mãe, o culpam pela tragédia.


Há 15 anos que ele carrega essa culpa, mesmo sem a ter.


Agora num relacionamento com Mia, e uma filha bebé, Kieran volta ao sítio do qual partiu há anos, e é-lhe difícil estar naquele ambiente hostil, em que a relação com a mãe está longe de melhorar, e com um pai muito diferente daquele que deixou, agora também acusado do assassinato de Bronte.


 


Brian - um homem que sempre foi activo, outrora nadador salvador, professor de educação física, membro do rotary club, é agora um homem afectado pela doença neurodegenerativa de que sofre.


À excepção de Verity, que sempre esteve ao lado dele, poucos são os que ainda lhe prestam alguma atenção ou tentam ajudá-lo a normalizar a sua vida.


O antigo Brian está lá, algures. De vez em quando, aparece. Mas a doença não dá tréguas.


E é ver a frustração de estar dependente, não conseguindo fazer uma coisa tão simples como vestir uma camisa.


É ver o alheamento da realidade, a confusão mental, um adulto a tornar-se uma criança indefesa.


É ver o medo. Medo de que tenha feito alguma coisa errada. Medo por não se conseguir lembrar. Ou por não se conseguir expressar.


Acusado do assassinato de Bronte, Brian é levado para a prisão, agravando ainda mais o seu estado.


Mas de alguma coisa serviram as aulas que deu, há muitos anos, aos jovens de Evelyn Bay. 


Ao fazer um gesto, que todos interpretaram como sendo uma coisa, Kieran percebeu o que o pai estava a tentar dizer. E foi graças a isso que conseguiram, mais tarde, trazê-lo de volta a casa.


 


Deixo também um apontamento sobre Trish, mãe de Gabby que, ao contrário dos restantes, nunca conseguiu fazer o luto pela sua filha, por nunca se ter sabido, com certeza, o que lhe aconteceu.


E ela bem tentou perceber, fazer as autoridades investigarem mais, sem sucesso.


A determinado momento, ao ver que todos seguiam em frente, que a sua filha tinha sido esquecida, e que estava completamente sozinha, tentou matar-se.


Foi quando a sua outra filha, Olívia, voltou. E quando Bronte chegou, e lhe deu um novo alento.


Será desta que a verdade vem, finalmente, à tona?


 


Com apenas seis episódios, vale a pena ver!


 


 



 

sexta-feira, 13 de junho de 2025

Os viajantes

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Vejo-os, quase sempre, ao final da tarde.


Viajam em bando, coordenados.


Sei que não são residentes, porque o seu voo é de sentido único.


Não ficam por ali a rodopiar. A brincar. A dançar em círculos.


Seguem caminho, sempre em frente.


Não é que voem apressados.


Mas também não se deixam distrair. 


Uns, em direcção a este. Outros, rumo a oeste.


Afinal, a viagem até ao destino deve ser longa.


E o tempo é precioso.


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto

quinta-feira, 12 de junho de 2025

O efeito inverso

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Por vezes, aquilo que uma pessoa diz à outra, com um determinado intuito, acaba por ter um efeito totalmente inverso ao que se pretendia.


Em determinadas situações, trazer de volta um assunto (ou alguém) que já era suposto estar resolvido e ultrapassado, e pertencer ao passado, mencionando informações, apenas, para tentar dar alguma espécie de segurança ao outro, só cria, no outro, mais insegurança. Mais desconfiança.


Só levanta uma poeira que ia, aos poucos, assentando e, talvez, desaparecendo.


Só liga, de volta, os alarmes que estavam a tentar ser desactivados.


Ou seja, traz de volta tudo aquilo pelo qual o outro já passou, e não queria lembrar ou voltar a passar, como uma sensação de "déjà vu", uma repetição de algo que, definitivamente, o outro não quer de volta na sua vida.


 


 

quarta-feira, 11 de junho de 2025

terça-feira, 10 de junho de 2025

"O Jogo da Viúva", na Netflix

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Curiosa com este filme, vi-o no fim de semana.


Apesar de saber que era baseado em factos reais, não conhecia a verdadeira história, pelo que achei que seria algo diferente: uma mulher que casava e, a seguir, assassinava os maridos, ficando viúva de cada um deles, como se fosse coleccionando, e descartando maridos, passando ao próximo.


Mas, afinal, só houve um marido assassinado. E ela só enviuvou uma única vez.


 


Em Espanha, em 2017, María Jesús Moreno (Maje) e seu amante, Salvador Rodrigo, planearam a morte do marido de Maje, Antonio Navarro Cerdán.
Com muita manipulação, mentiras, e poder de sedução, Maje conseguiu convencer Salvador de que era vítima de um marido abusivo, e que a única solução era matá-lo.


Só assim poderiam ficar juntos.


 


Obviamente, a história não era bem assim.


Maje era casada, mas divertia-se com vários outros homens.


Por sua vez, Salvador era casado, e tinha um filho. Mas a sua obcessão por Maje destruiu-lhe a vida.


Foram ambos condenados a longas penas de prisão, a de Maje agravada pela sua proximidade com a vítima, e a de Salvador reduzida por ter colaborado com a polícia.


 


Confesso que não gostei muito do filme.


E achei-o demasiado longo.


Contado de três perspectivas diferentes - a de Eva, investigadora, a de Maje e a de Salvador.


Não percebi muito bem a parte da Eva, nem qual o interesse de abordar uma parte da sua vida particular, que não chega a ser desenvolvida, e nem sequer era relevante para a história.


Ainda assim, ela é o "motor" de toda a investigação e, nesse campo, vale a pena vê-la em acção.


 


De resto, foi ver a Maje a conduzir a sua história, fazendo-se de vítima, viúva destroçada, enquanto ia planeando os próximos passos da sua vida, agora como mulher livre.


E Salvador, e deixar-se enganar, e a ser levado pela obcessão por Maje, a fazer exactamente aquilo que ela queria, assumindo toda a responsabilidade, no momento em que é descoberto.


 


 


segunda-feira, 9 de junho de 2025

"O Casamento Perfeito", de Jeneva Rose

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Adam surge nesta história como um traidor.


Diz que ama a sua mulher, mas tem um caso com Kelly.


A determinada altura, diz que ama as duas.


Num momento, pensa em pôr fim ao casamento, para ficar com Kelly. No seguinte, está disposto a abdicar da sua história com Kelly, para ficar com Sarah e, finalmente, terem a família com que ele sempre sonhou.


No fundo, é um homem que não sabe o que quer. Quer tudo. Mas arrisca-se a ficar sem nada.


Sem Kelly, que foi assassinada. E sem a sua mulher que descobre, assim, a traição.


 


Sarah é a advogada de sucesso.


A mulher que trabalha demasiado, deixando o casamento em segundo plano.


Mas, afinal, alguém tem que trabalhar. E sustentar o casal.


Quando Sarah é informada de que o seu marido está a ser acusado de matar a amante, ela decide defendê-lo, como sua advogada, ainda que seja extremamente difícil separar a relação mulher/ marido da relação advogada/ cliente.


No entanto, mais ninguém quis aceitar o caso, e ela é a única capaz de conseguir inocentá-lo ou, pelo menos, gerar a dúvida razoável, que o libere de qualquer condenação, por falta de provas concretas.


 


Na leitura deste livro, dei asas à minha veia adivinhatória!


Ora, como em quase todas as história do género, o verdadeiro assassino é sempre o menos óbvio ou suspeito.


Por isso, apontei para as três pessoas que preenchiam os requisitos.


Acertei numa delas.


 


O final, como sempre, esclarece tudo e deixa-nos a pensar em como a justiça funciona, nem sempre para o bem, e como pode ser tão injusta para quem tem o azar de se ver sob a sua alçada.


 


 


Sinopse:


"Defenderia o seu marido se ele fosse acusado de matar a amante?
Sarah Morgan é uma poderosa e bem-sucedida advogada de defesa em Washington. Aos trinta e três anos, foi nomeada sócia na firma onde trabalha e a sua vida segue o rumo que ela planeou.
O mesmo não se pode dizer de Adam, o seu marido, um escritor em dificuldades que tem pouco sucesso na carreira. Para piorar, está a ficar cansado da relação com Sarah, que apenas pensa no trabalho.
Numa floresta isolada, onde têm uma casa de férias, Adam envolve-se, apaixonadamente, com Kelly Summers. Até que, numa manhã, tudo muda. Adam é detido pelo homicídio de Kelly, que foi encontrada esfaqueada na casa dos Morgan.
De repente, Sarah fica numa situação impossível: abandonar ou aceitar defender o seu marido? E Adam, será culpado ou inocente?"

sexta-feira, 6 de junho de 2025

O besouro soldado vermelho!

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A intenção era fotografar a flor-da-paixão, também conhecida como passiflora caerulea ou flor do maracujá azul, mas acabou por trazer um brinde, do qual só me apercebi depois: um besouro soldado vermelho!


E porque é que lhe chamam soldado?!


Pois que o dito cujo, dizem, é um combatente na guerra contra as pragas de jardim, alimentando-se de pequenos insectos (microscópicos, diria, tendo em conta que, ele próprio, é minúsculo). 


As coisas que uma pessoa descobre!


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto

quarta-feira, 4 de junho de 2025

Não saber aceitar um "não"

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A sociedade actual não sabe (ou não quer) aceitar um "não".


Seja em que situação, contexto ou faixa etária for, o "não" é, demasiadas vezes, ignorado. Outras tantas, rebatido, em forma de retaliação, represália, vingança ou lição, para quem se atreveu a proferi-lo.


 


Vemos, cada vez mais, crianças a fazer birra, porque não aceitam um qualquer "não" dos pais, dos avós, dos educadores. E, cada vez mais, conseguem fazê-los ceder.


Vemos, não raras vezes, adolescentes a insultar, agredir, a ter comportamentos condenáveis, porque querem tudo à maneira deles, e estão habituados, lá está, desde crianças, a conseguirem sempre o que querem, depois de os "não" se transformarem em "sim".


E, consequentemente, vemos, com cada vez maior frequência, adultos frustrados, inconformados, furiosos, quando o "não" volta a entrar nas suas vidas, só para contrariá-los. Sim, porque, para estes adultos, tudo é, unica e exclusivamente, sobre si. Não importa o que os outros querem, o que os outros sentem. Só não podem é ser contrariados.


 


Por isso, quando alguém ousa "desafiá-los" (não que o objectivo seja esse, mas é assim que o encaram), fazem-se de vítimas. Amuam. Tentam fazer a outra parte mudar de opinião, de ideias. Tentam convencer, de forma persuasiva, de que eles é que estão certos, e os outros errados. 


Outros, por sua vez, ficam transtornados, tornam-se agressivos, transformam-se em perseguidores maníacos, capazes das maiores atrocidades, incluindo, matar.


 


Portanto, hoje em dia, pode-se dizer, que quem se atreve, e de cada vez que se atreve, a dizer um "não" está a arriscar, literalmente, a sua vida.


E não é exagero.


Na sociedade em que vivemos, mata-se por tudo, e por nada.


Mata-se por um punhado de euros.


Mata-se por um bocado de chão, ou meia dúzia de galinhas.


Mata-se por uma opinião diferente, ou por uma atitude que não agrada.


Mata-se porque alguém não quer uma relação.


Mata-se, só porque sim.


Pela incapacidade, cada vez maior, de uns (muitos), de ouvir, lidar e aceitar um "não" de outros!

terça-feira, 3 de junho de 2025

O "papel amachucado"

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"Somos a oportunidade perdida,


de uma história que podia ter sido bonita.


Somos o papel amachucado,


de um enredo que ficou pelo caminho,


ainda mal tinha começado."

segunda-feira, 2 de junho de 2025

Um passeio pelo parque


 


Já perdi a conta às vezes que fui ao Parque Desportivo de Mafra.


E às fotografias que por lá tirei.


Mas, mais uma vez, aqui está uma perspectiva diferente, e igualmente bonita! 


 


 


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A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!