terça-feira, 23 de setembro de 2025

Isto não é sobre escrita...

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Pode parecer mais fácil pegar em algo que já está escrito, e fazer apenas ajustes, do que criar algo novo.


 


No entanto, o problema de querermos corrigir algo que já está escrito é que, de tanto escrevermos por cima, anotarmos, riscarmos, acrescentarmos ou mudarmos as palavras, frases ou excertos, chegamos a um ponto em que perdemos o fio à meada.


Em que olhamos para aquele emaranhado, e não percebemos nada do que está escrito.


Porque é demasiado confuso. Ou parece não fazer sentido nenhum.


 


Por outro lado, pegando numa folha em branco, para criar uma nova história, podemos escrever aquilo que queremos, do início ao fim, da forma como queremos.


Só que também, perante ela, muitas vezes, nos perdemos.


Porque não fazemos a mínima ideia do que escrever. De como começar. 


Que história contar.


Bloqueamos.


Limitamo-nos a olhar, e deixamo-la ali, sem saber o que fazer com ela. 


 

4 comentários:

  1. Com a pintura em aguarela é o mesmo: demais, esborrata qualquer ideia. Dizem 🤔 que o melhor é não ter medo e deixar a mão fazer alguma coisa. Depois se verá...

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  2. Entre bloqueios e medos, haja coragem para a mão decidir fazer alguma coisa

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  3. Nunca estragar a beleza de uma folha de papel em branco.

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  4. A única forma de não haver risco de estragar a sua beleza, é deixá-la permanecer eternamente em branco.
    A partir do momento em que escrevemos a primeira palavra, ou desenhamos o primeiro traço, há sempre duas possibilidades: ou corre bem, ou desperdiçámos mais uma folha.

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