quinta-feira, 9 de agosto de 2018

O "momento certo" existe?

 


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Quantas vezes, na vida, esperamos pelo momento certo, pela altura ideal?


 


Para fazer algo... Ou para dizer algo...


Mas, será que "o momento certo" existe mesmo? Ou é apenas uma fantasia que inventámos, para adiar aquilo que não nos sentimos preoparados para fazer ou revelar? 


 


"Who are you?" - perguntou Andrea a Parvati. Ela não lhe respondeu. Não era "o momento certo". Acabaram por se separar, até que, pela mão de um criminoso, voltam a estar juntos, na tentativa de salvar a filha de Andrea - Isabella.


Andrea diz-lhe, então, que ela não sabe como ele se sente porque nunca foi mãe. E, mais uma vez, Parvati não achou que fosse "o momento certo" para lhe dizer que tinha estado grávida dele, e tinha perdido o filho, por isso, sim, sabia como isso era.


Depois, quando Andrea levou um tiro e estava a morrer, Parvati achou então que era "o momento certo" para revelar o seu verdadeiro nome, e aquilo em que trabalhava. Muito mais haveria a dizer, mas não houve tempo.


 


De que serviu, naquele momento, aquela revelação da verdade? Para que o outro não partisse deste mundo sem a resposta à pergunta que tinha feito antes? Para que a pessoa que abriu o jogo fique com a consciência mais tranquila, mesmo que de nada adiante no futuro?


 


Acredito que existam "momentos certos" para muitas coisas na vida mas, por vezes, eles não passam de uma ilusão, de uma desculpa. É o receio, a falta de coragem e a acomodação, disfarçadas.


E quando o percebemos, é tarde demais!


 


É bem antigo o ditado que diz que "não devemos deixar para amanhã o que podemos fazer hoje".


Talvez devamos levá-lo, mais vezes, a sério, e criarmos, nós próprios, esses "momentos certos", em vez de esperar que eles batam à nossa porta.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Constatações

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Existem pessoas que não sabem o que significa férias. 


Pelo menos, as dos outros!


 


Que não gostam de ser incomodadas nas suas próprias férias, mas não se preocupam se estão a incomodar as outras.


Que acham que os seus problemas são mais urgentes que as férias dos outros, e podem ser interrompidas por um bocadinho, sem problema.


Que pensam, até, que determinadas pessoas não podem ter férias, porque têm que estar sempre disponíveis.


 


E, depois, também há aquelas que estão de férias, e não conseguem desligar do trabalho, por opção!


 


Por isso, para esclarecer qualquer dúvida acerca do significado de "férias", aqui fica:


 


 


Significado de Férias


Época de repouso após um ano de trabalho. Dias que se destinam ao descanso dos estudantes. Interrupção das atividades de uma empresa, instituição etc.


[Figurado] Tempo de descanso: a mudança da rotina quotidiana que ajuda a restaurar a disposição das pessoas.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Podem pedir ao tempo para não ter pressa?!

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É verdade que o tempo parece nunca se mover à velocidade que gostaríamos.


Ora parece estar a andar lentamente, quase parado, quando queríamos que ele passasse mais depressa, ora desata numa correria, quando queríamos que ele abrandasse, para prolongar aqueles momentos que estamos a gostar tanto.


Mas, de uma forma geral, e de há uns tempos para cá, tenho a sensação que o tempo nos anda a fugir pelas mãos, a escapar-se por entre os dedos, cheio de pressa de chegar não sei bem onde.


Não são apenas as horas do dia que não chegam para tudo o que gostávamos de fazer. Os próprios dias estão a voar à frente dos nossos olhos, e a rir-se de nós.


Ainda no outro dia estava a respirar de alívio, por ter terminado mais um ano lectivo. E já falta pouco mais de um mês para iniciar o próximo, o que significa que, num piscar de olhos, passaram-se dois meses.


Ainda no outro dia estava ansiosa para entrar de férias. Veio a semana de férias, passou num ápice. E já o meu marido esteve 3 semanas de férias e voltou a trabalho. Mesmo a trabalhar, vi essas semanas passarem num estalar de dedos.


E eu, que estou a pouco mais de uma semana de gozar mais alguns dias de férias, dou por mim a desejar que o tempo não corra tanto, porque isso significa que, quando der por mim, já estou de volta às rotinas por mais um ano.


Sim, acho que é o primeiro ano que não quero que as férias cheguem rapidamente, e que dou por mim a pensar que o tempo poderia parar ali próximo durante uns tempos.


Claro que isso não é possível mas podem, pelo menos, pedir ao tempo para não ter tanta pressa de fugir de nós, e de nos roubar tempo quando mais precisamos dele?!

Chegou ao fim a terceira temporada de Quantico...

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...e soube a pouco!


13 episódios cheios de adrenalina, reviravoltas, descobertas, acção e surpresas, nem sempre boas.


Duas personagens novas entraram, para logo as fazerem sair a meio. Se foi um "mal necessário", ou apenas falta de relevãncia para a continuação da história, não sei.


Mas não dei pela sua falta, e a restante equipa seguiu em frente, até se centrar, nos últimos episódios, num único inimigo, aparentemente invencível, cheio de recursos, e sempre com uma cartada pronta, e um trunfo na manga.


"A Arte da Guerra" foi o livro em que este inimigo se inspirou para escapar sempre, e exercer os seus planos e vinganças.


É nessas jogadas que vamos ser levados até algumas personagens da temporada anterior, que nos vamos deparar com tráfico humano, com a morte daqueles que  são mais queridos a cada um dos membros da equipa.


 


No penúltimo episódio, quando pensamos que já nada pode acontecer, é lançada a última cartada, que nos leva de volta ao primeiro episódio desta temporada.


E ao início de tudo.


O final desta temporada deixa em aberto novas oportunidades, e novos recomeços, numa vida que, provavelmente, continuará a ser a mesma, com os riscos que implica, a combater os criminosos, como agentes do FBI.


 


Os momentos finais do episódio 13 são também dedicados ao amor.


Shelby diz a Alex que deve parar de fugir do amor, porque o amor é o melhor que se pode ter na vida.


Conseguirá Alex fazê-lo? Conseguirá Alex entregar-se ao amor, apesar do perigo que isso possa trazer àqueles que ama?


 


Quem acompanha a série sabe que Alex e Ryan sempre se amaram, até Alex desaparecer durante 3 anos, e tudo mudar.


Ryan casou com Shelby e, apesar de algumas dúvidas, parece que o amor deles é verdadeiro e recíproco, e que Alex pertence ao passado.


Por outro lado, Alex, após ter deixado Andrea para o proteger, parece estar a desenvolver uma relação com Mike. Mas... e se Andrea e Isabella voltarem a surgir na sua vida?


 


Confesso que, já que não irá haver uma quarta temporada, que dê continuidade ao que acabamos de ver, esperava o "final feliz", que não aconteceu.


Não gosto das coisas em aberto, suspensas. Não gosto do facto de "passarem a bola" ao espectador, para depreender o que aconteceu a seguir.


 


Para quem ainda não viu, posso apenas dizer que termina com um casal a iniciar uma relação, um dos membros da equipa numa cama de hospital depois de quase ter sido espancado até à morte, e uma personagem fundamental, que pode fazer a diferença na vida de outras duas, e ajudar a superar as perdas sofridas até ali.


E uma equipa, ou o que resta dela, unida até ao fim, pelo dever, e pela amizade.


 


Apesar do formato diferente desta terceira temporada, e de as audiências fracas não justificarem uma quarta temporada, gostei muito, e vou sentir falta de acompanhar, todas as semanas, a vida destes agentes formados em Quantico!


 

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

E assim vai a defesa dos animais

O antigo edifício da Santa Casa de Mafra está a ser demolido, dando lugar a um novo projecto, em parceria entre a Câmara Municipal de Mafra, e a Santa Casa da Misericórdia.


Nesse edifício, há anos devoluto e abandonado, vive uma colónia de gatos que conta, neste momento, com cerca de 20 gatos.


Foram lançados alertas nas redes sociais, para que as associações da zona pudessem fazer alguma coisa.


Eu própria falei com uma, e ofereci-me para tentar angariar fundos e meios de salvaguardar a colónia, antes que as obras começassem.


Mas o trabalho que têm é muito, a informação que lhes deram foi vaga, e não há ninguém com quem falar.


Essa via ficou inviabilizada.


 


Não acredito que nenhuma das entidades envolvidas no projecto desconhecesse a situação.


No entanto, as obras começaram, com os gatos lá.


 


 


 


 


Contactei com o PAN de Mafra, que me enviou a seguinte mensagem:


"Olá Marta, o primeiro passo é denunciar às autoridades, neste caso ao SEPNA, que faz parte da GNR e se dedica às questões ambientais, onde os maus tratos a animais de incluem."


Imaginei que o SEPNA se iria descartar mas, hoje, lá liguei.


Responderam-me que não têm nada a ver com o assunto, e que deveria ligar para a Câmara Municipal de Mafra, porque esta é que tem as colónias sinalizadas e pode saber o que devo fazer.


 


Liguei para a CMM. Responderam-me que tenho que lá ir fazer uma apresentação por escrito, ou enviar email. Depois, esperar que o processo seja encaminhado para quem de direito.


Em alternativa, posso ligar para o Canil Municipal, para ver se podem ajudar.


Foto de Clube de Gatos do Sapo.


(antes, deitavam-se aqui neste muro)


 


Foto de Clube de Gatos do Sapo.


(entretanto, com a demolição, a árvore tombou)


 


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(este é o aspecto, hoje)


 


Não se vêem os gatos. Devem estar escondidos, com medo do barulho. Desorientados, por ver que a sua "casa" está a desaparecer.


Os adultos podem fugir facilmente para os quintais vizinhos. Os bebés podem não conseguir.


 


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À hora de almoço estava este bebé em cima do muro que dá para a igreja. 


Todos os dias passo lá, vejam se ainda por lá andam, quem está vivo, se ainda é possível ali comer e matar a sede, sem ficarem esmagados.


Todos os dias oiço a escavadora, mesmo da minha casa. E a cada investida para derrubar mais um pedaço, o meu coração tem um sobressalto. De receio, de tristeza, de impotência.


 


Com este jogo do empurra, tanta burocracia, falta de informação de quem deveria saber mais do que nós, e falta de acção de quem tem os meios, torna-se difícil ajudar a tempo de impedir o pior e, mais difícil ainda, acreditar que alguém, realmente, se preocupa com a defesa do animais. 


 

Músicas que inspiram histórias #1

Imaginar a cena ao som da música Open Sky, de Ella D Ela estava a preparar-se para sair, quando o seu telemóvel vibrou. Uma mensagem. Dele. ...