quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Algures, entre a geração jovem e a geração sénior

27_02_07_2018_Diferentes-Gerações_Como-integrar1


 


Matematicamente, em termos de idade, estou ali a meio caminho entre os jovens e os séniores.


E noto que, quanto mais os anos vão passando, mais me afasto de alguns dos pensamentos e hábitos dos jovens, sem ainda estar perto dos da geração sénior, mas a caminhar para lá. Ou seja, também estou ali pelo meio.


Ainda há uns tempos me perguntava se a tendência era para pensarmos e agirmos, à medida que envelhecemos, da mesma forma daqueles, cujos pensamentos e acções, antes, criticávamos, quando éramos mais novos?


Começo a convencer-me que, em muitas coisas, sim!


 

Da liberdade que se deve dar aos filhos

Resultado de imagem para liberdade aos filhos


 


Todos sabemos que, antigamente, havia liberdade a menos e que, pelo contrário, hoje em dia e cada vez mais, há uma tendência a dar liberdade a mais. Sabemos que o ideal, seria o meio termo.


Mas, mais do que muita ou pouca liberdade, acho que devemos também pensar no tipo de liberdade estamos a dar aos nossos filhos, e na forma como a mesma é dada, à medida que eles crescem, e para que possam crescer.


 


Porque existe uma forma e tipo diferente para cada etapa, para cada idade, e que devemos saber gerir, para que os nossos filhos saibam para que serve essa liberdade, e até onde podem ir, sabendo que, se a ultrapassarem, haverão consequências mas também que, não a ultrapassando, têm uma larga margem para usufruir dela e tirar o máximo partido, sem estarem limitados.


 


Porque uma criança a quem só lhe é dada liberdade para estar em contacto com o preto e o branco, não tem oportunidade de descobrir que o mundo pode ser mais colorido. 


Se mantivermos os nossos filhos dentro de uma pequena bolha, eles nunca saberão o que há para além dela.


Os nossos filhos não precisam que lhes sejam vendados os olhos, para aquilo que não queremos que eles vejam porque, mais cedo ou mais tarde, eles irão mesmo ver.


Não precisam que lhes amparemos as quedas porque, um dia, não estaremos cá para isso e, quando caírem, irá doer ainda mais.


 


Por vezes, é preciso soltar a mão, deixá-los dar os seus passos, ainda que sejam atabalhoados, ainda que não consigam manter-se em equilíbrio. E deixá-los cair. Porque só assim aprenderão com os erros, com a tentativa. Só assim saberão o que devem ou não fazer.


 


Mais do que proteger, é preciso preparar. Dar as ferramentas, para que eles as possam conhecer, manusear, e aprender a utilizar, adaptando a cada uma das fases da sua vida. 


 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

O que dizem as "páginas mais visitadas" sobre o nosso blog?

Resultado de imagem para páginas mais visitadas


 


 


Em relação ao meu blog, algumas coisas.


O número de páginas visitadas mostra que, quem visita o blog, não o faz com intenção de ver um post específico, nem apenas alguns que se destaquem, mas uma relativa quantidade de páginas diferentes. Ou, ainda que seja esse o motivo principal, acabam por visitar outros.


A distribuição do número de pessoas por cada post visitado diz-me que existe uma distribuição equilibrada.


Os posts mais visitados no dia, ou num curto espaço de tempo, nem sempre, ou quase nunca, são os do dia, ou mais actuais. Arrisco-me a dizer que alguns dos posts mais vistos, ou preferidos, são os mais antigos.


Creio que o blog tem sabido, por enquanto, manter uma diversidade de temas que interessam aos seguidores e, talvez, por isso, estes se vão mantendo fiéis e regulares.


 


E quanto aos vossos blogs? Alguma vez pensaram nisso?


 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

As pessoas gostam de discutir?

Resultado de imagem para discutir


 


Pode parecer uma pergunta parva mas, cada vez mais, me convenço que algumas pessoas precisam de uma boa discussão.


Não sei se para descarregar frustrações causadas por outros motivos, que em nada têm a ver com aquilo sobre o qual, depois, discutem, ou porque precisam dessas discussões para dar algum sentido à sua vida.


 


É certo que, por vezes, determinadas situações nos podem levar a encetar uma discussão, seja por certas atitudes ou comportamentos, ou opiniões distintas que diferentes nem sempre são bem aceites.


Mas sempre acreditei que, apesar de não controlarmos na totalidade, fosse algo que todos quiséssemos, sempre que possível, evitar, pelo desgaste, mal-estar, mau ambiente e stress que as mesmas nos causam.


 


No entanto, aquilo a que tenho assistido, é a pessoas que provocam propositadamente discussões, que ficam ansiosamente à espera que alguém lhes responda, para poderem contra-atacar, que vibram com cada resposta torta que dão a quem está do outro lado.


Vejo, sobretudo, esse tipo de comportamento nas redes sociais. Como se fosse algo que fizessem por prazer.


 


Não bastam já os problemas do dia a dia? As discussões, muitas vezes inúteis, das quais não podemos fugir ou evitar?


Para quê dar azo a mais umas quantas, sem necessidade nenhuma, só porque sim?


Resolvem alguma coisa?


Ficam mais felizes por isso? 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Determinismo ou libertismo: será o livre arbítrio uma mera ilusão?

Resultado de imagem para livre arbitrio"


 


No outro dia, quando fui buscar a minha filha à escola, a meio da nossa conversa, perguntou-me ela, se eu era a favor do determinismo ou do libertismo.


"O que é um e outro?", perguntei eu. E ela explicou.


"Hum, é um pouco como aquela questão do destino.", respondi-lhe eu.


 


De acordo com o determinismo, tudo aconteceria na nossa vida porque assim estava destinado, não tendo nós qualquer influência sobre ela, nem poder de escolha. Os acontecimentos resultam de uma sequência de causas e efeitos.


Já de acordo com o libertismo, não existe destino, mas sim escolhas feitas e decisões tomadas por nós, que levarão a acções, pelas quais somos únicos responsáveis.


 


Eu estou mais inclinada para o segundo - somos nós que fazemos o nosso destino mas, ainda assim, fica sempre aquela dúvida se, apesar de termos o poder de escolha, essa não passou, apenas, de algo que já estaria destinado a ser, ainda que pensemos que não. A verdade é que, embora possamos sermpre escolher, não haverá uma causa passada, que tenha levado a essa escolha, e a influencie ou condicione?


Por exemplo, eu tenho o poder de escolha entre virar à direita ou à esquerda. Escolho, por minha iniciativa, virar à esquerda. Foi uma escolha minha. Mas será que, no fundo, essa escolha não foi condicionada por algo passado? Não seria já esse o meu destino?


Assim, entre um e outro, posso talvez encaixar-me no compatibilismo, que admite que, tanto determinismo, como libertismo, possam coexistir.


 


E desse lado, qual é a vossa opinião?


 

Músicas que inspiram histórias #1

Imaginar a cena ao som da música Open Sky, de Ella D Ela estava a preparar-se para sair, quando o seu telemóvel vibrou. Uma mensagem. Dele. ...