sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Cochichos

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Num jardim cheio de flores, cochicha a da esquerda, com a da direita...


 


- Estás a ver esta mulher?


- Sim. O que tem?


- Está a tentar tirar-nos uma foto!


- E então? Até parece que não vêm aqui centenas de pessoas fotografar-nos.


- Eu sei. Mas fico sempre nervosa.


- Porquê?


- E se não fico bem na foto? E se não estou num bom dia? Ou se não está a apanhar o meu melhor ângulo?


- Acalma-te! É só uma foto, não é um concurso de beleza!


- Para ti é fácil, estás esplendorosa. Já eu, aqui toda marreca e torcida...


- Deixa-te de parvoíces. Somos iguais. E é só uma fotografia.


- Está bem. Mas achas que estou com boa cor?


- (já sem grande paciência) Estás óptima, com a mesma cor de sempre.


- Obrigada! Se não tivesse que posar para a foto, dava-te um beijinho.


- Olha, isso é que seria uma bela fotografia.


- Deixa lá, assim, serão só duas flores, aos cochichos, enquanto a estranha tenta perceber se estamos a falar sobre ela!


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

O Mapa Que Me Leva Até Ti

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Tinha ouvido falar deste filme e perguntei à minha filha se o queria ver comigo, no fim de semana.


Assim fizémos.


A ideia até é gira, mas o filme não foi nada de especial.


 


Aliás, começamos logo mal, com tudo aquilo que não se deve fazer.


Três amigas de férias numa viagem pelo mundo, combinam ir a uma discoteca com uns rapazes que conheceram nesse mesmo dia. Depois, em vez de ficarem juntas, vai cada uma, com cada um dos rapazes, para sítios diferentes. Uma delas, inclusive, está a beber que nem uma louca, e a experimentar drogas.


Felizmente, no filme, não era o objectivo que as coisas corressem mal para elas. À excepção dessa amiga ter sido roubada. 


Mas, até a isso, conseguiram dar a volta, com ela a recuperar as suas coisas, e a encontrarem no mesmo local um molho de notas, também elas, provavelmente, roubadas, que decidem agora gastar, juntamente com os rapazes.


 


A primeira meia hora (ou mais) de filme é uma seca.


Heather decide prolongar a sua viagem com Jack, um rapaz que conheceu no comboio, e que anda a seguir um percurso feito pelo seu bisavô, há muitos anos.


No entanto, ele anda apenas a fugir de uma situação que não sabe bem como enfrentar, ou que lhe futuro reservará.


Os dois apaixonam-se mas, no último momento, ele deixa-a sozinha no aeroporto, sem dar qualquer justificação.


 


Depois, é a mesma história de sempre.


Com o mesmo final de sempre.


Mas, pelo menos, com um pouco mais de emoção. 


A fazer valer parte do tempo perdido a ver o filme.


 


Sinceramente, esperava mais.

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Chesapeake Shores

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De "ressaca", após seis temporadas de Virgin River, procurei uma nova série, dentro do mesmo estilo, para me entreter até ao lançamento da sétima temporada.


A escolha recaiu em Chesapeake Shores.


E posso dizer que saíu pior a emenda, que o soneto!


 


Chesapeake Shores superou, sem qualquer dúvida, Virgin River.


O problema, é que esta série, ao contrário de Virgin River, termina mesmo na sexta temporada, sem retorno.


E agora? Onde vou descobrir outra série que me prenda desta forma?


 


Enquanto Virgin River faz da toda a comunidade uma grande família, Chesapeake Shores centra-se mesmo numa família: os O'Brien.


E cada uma das personagens é cativante, de forma diferente.


 


Tal como Virgin River, Chesapeake Shores é uma cidade fictícia, ainda que exista, na realidade, a Baía de Chesapeake.


Em ambas as séries, as paisagens são deslumbrantes. Muitas das cenas de Chesapeake Shores, tal como as de Virgin River,  foram filmadas na Ilha de Vancouver, no Canadá, em locais como Parksville e Qualicum Beach.


Outra ligação entre estas duas séries é a presença de alguns dos mesmos actores, ainda que em papéis mais secundários ou não tão relevantes. É o caso de Libby Osler, Teryl Rothery e Christina Jastrzembska.


E ambas nos deixam "viciadas", a ponto de devorar episódios e temporadas num curto espaço de tempo.


Até o riso de algumas personagens se entranhou em mim.


 


 


 


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No entanto, são séries diferentes, com temáticas diferentes.


Chesapeake Shores centra-se no drama da família O'Brien, uma família que, de certa forma, se começou a desmoronar com a partida de Megan, a mãe, deixando os cinco filhos, alguns ainda pequenos, aos cuidados de Mick, um pai muitas vezes ausente, e da avó Nell, a matriarca que é o porto seguro de todos.


A série começa, após uma pequena introdução, na actualidade, muitos anos (15) após essa partida.


Agora, por motivos diferentes, todos os filhos parecem regressar às origens, tal como a mãe deles, e terão de aprender a perdoar, a superar o passado, e voltar a ser uma família unida, nos bons e nos maus momentos.


 


As primeiras temporadas exploram o romance entre Abby e Trace, também ele interrompido, quando Abby partiu para Nova Iorque sem se despedir. Agora, com ambos de volta a Chesapeake Shores, o inevitável acontece.


Abby é a primogénita, muito parecida com o pai, quer a nível de personalidade, quer em termos profissionais.


Divorciada e com duas filhas, volta a viver em Chesapeake Shores, mas nem tudo serão rosas. 


É, dos cinco filhos, a personagem que gosto menos.


 


Bree é a filha escritora. Adora escrever, tanto como adora ler.


Com um bloqueio criativo, acaba por se mudar para Chesapeake Shores em busca de inspiração.


Vai ficar com uma livraria que ia encerrar portas, e escrever um livro baseado na sua família, que não irá agradar a todos os membros, gerando alguns conflitos mas, também, curando antigas feridas.


Não tem muita sorte ao amor, mas é uma mulher cheia de estilo. Aliás, o seu guarda-roupa foi destaque em toda a série.


É, juntamente com Jess e Connor, uma das minhas preferidas.


 


Jess é a filha mais nova, a que mais sofreu com a partida da mãe, e a menos disposta a perdoá-la.


É, sem dúvida, a minha personagem favorita!


É daquelas mulheres que sente tudo à flor da pele, em que tudo lhe sai pela boca antes, sequer, de pensar no que vai dizer. Erra muitas vezes, mas lança-se de cabeça. É uma pessoa natural, sem máscaras, genuína. Uma espécie de furacão ou "espalhas brasas". E linda!


As irmãs e a avó são o seu pilar.


É a personagem que mais irá evoluir ao longo da série.


 


Já Connor, é o incompreendido, e desvalorizado.


Muitas vezes, ao tentar provar o seu valor, e o seu mérito, toma atitudes precipitadas e impulsivas.


No fundo, ele só quer ser aceite pelo pai, com quem tem uma relação conturbada.


Também será das personagens com maior evolução.


 


Depois, temos Kevin, que é fuzileiro (outra semelhança com Virgin River), mas acaba por vir para casa, após um grave acidente, que o faz repensar toda a sua vida.


É o filho certinho e ajuizado.


 


A avó Nell representa a sabedoria, a paz, a união, o elo de ligção entre todos. O amor, o conforto, o carinho, os cuidados, os mimos.


Apesar de, a determinada altura, quase todos terem as suas próprias casas, é na casa da avó que se juntam, que fazem as suas refeições, que passam o tempo.


 


A série é recheada de boa música, ou não fosse Trace Riley um famoso cantor de música country, sendo Freefall uma das mais bonitas, e mais tocadas na série.


Mas toda a banda sonora é espectacular.


 


Ao longo das várias temporadas, muitas personagens novas vão chegar, mas há uma que não posso deixar de mencionar, pela sua personalidade, e por tudo o que esconde dentro de si: Evan Kincaid.


Um multimilionário adulto solitário, e com alguns traumas, que se esconde numa máscara de criança imatura, impulsiva, fútil e exibicionista quando, na verdade, tudo o que quer é alguém que goste de si, que o compreenda, e uma família que nunca teve. Mais uma vez a provar que nem sempre o dinheiro compra a felicidade, ou substitui tudo na vida.


 


Poderia passar aqui horas a falar da série.


Mas, em vez disso, vejam-na!


 


 


 

terça-feira, 2 de setembro de 2025

Temos, todos, de ter um dom?

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Todos temos um dom?


Ainda que não saibamos qual é?


Ainda que não o tenhamos descoberto?


Há que diga que sim. Mas...


 


Temos, todos, obrigatoriamente, de ter um dom? Um talento especial?


Temos, necessariamente, de ser bons, ou melhores, em algo em particular?


Será assim tão errado não nos destacarmos em nada específico?


Não irá gerar, essa espécie de busca, uma pressão e insegurança desnecessárias?


 


 


 

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Chegou Setembro!

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Chegou Setembro!


Mês de regressos.


Mês de recomeços.


 


De transformação. E mudança.


De despedida. E de boas vindas.


Alegre para uns. Triste para outros.


 


Tudo é novo.


E, ao mesmo tempo, tudo é o mesmo de sempre.


O que, antes, voltou, parte. 


O que tinha partido, volta.


 


É apenas um mês.


Pequeno, por sinal.


Mas é daqueles que, ou se ama, ou se odeia.


 


Setembro não é de meios termos.


É um estado de espírito.


E cabe, a cada um de nós, vivê-lo como assim o decidirmos.

A semana numa imagem #16

  A discoteca Ouriço, na Ericeira, é conhecida pelas diferentes fachadas que vai exibindo ao longo dos anos. Esta, é a actual, pintada de fr...