Ele confiava no destino.
Se este decidiu cruzar os caminhos de ambos, por algum motivo o fez.
Ele acreditava mesmo que, mais cedo ou mais tarde, ficariam juntos.
Ao que parecia, mais tarde. Não fazia ideia o quanto.
Queria dar-lhe espaço. Tempo.
Sabia que ela não estava pronta.
Que ainda não era o momento.
Ainda assim, de vez em quando, a impulsividade levava a melhor.
Uma vez ou outra, arriscava dar dois passos.
E, uma vez ou outra, percebia que talvez tivesse ultrapassado a linha, e tivesse de voltar a dar um passo atrás.
Por vezes, o desalento levava-o a afastar-se.
A pensar se não estaria, apenas, a convencer-se de algo que só existia na cabeça dele.
Outras, sentia que, ao ritmo dela, havia receptividade.
E isso devolvia-lhe a esperança.
Levava-o a aproximar-se de novo.
Tinham muitas coisas em comum, algumas das mesmas paixões.
E o que tinham em oposto era, de certa forma, desafiante.
Ela podia não saber ainda, mas ele não tinha dúvidas de que iam viver uma história a dois.
Só não sabia quando...

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