sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

"Deitar a toalha ao chão" é sinal de fraqueza?

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Não sou pessoa de me aventurar no desconhecido, de me atirar de cabeça, de me desafiar muito.


Mas, da mesma forma, não sou pessoa de desistir facilmente das coisas, à primeira dificuldade, ao primeiro problema, quando vejo ou acredito que tudo poderá melhorar e ser diferente. 


De uma forma geral, se vejo que a árvore ainda poderá dar bons frutos, vou continuando a cuidar dela, e a esperar. Somente quando percebo que a árvore, simplesmente, não dará qualquer outro fruto ou, a dar, farão mais mal, que bem, deixo de insistir, e me resigno às evidências.  


 


 


Claro que isto depende muito do quanto apostámos e nos dedicámos a essa árvore. Do quanto queremos mesmo que resulte, e até onde estamos dispostos a ir, para que assim seja.


Há quem desista se a semente não vingou. Há quem perca o interesse se a planta teve tão curta vida que nem deu tempo de se desenvolver. Há quem não tenha paciência para a ver crescer ao seu ritmo. Há quem prefira apostar noutra árvore, se aquela começou a dar frutos azedos, ou que não conseguem ou se recusam a amadurecer.


E há quem passe uma vida inteira à espera de algo que nunca irá acontecer, em permanente ilusão, esperança, cegueira. É quase como querer que nasça algo em solo infértil. Ou querer colher maçãs num limoeiro. Apesar da acidez comum, não é a mesma coisa.


 


 


Como eu dizia, não sou daquelas pessoas que desiste à primeira, nem à segunda nem, provavelmente, à terceira. Mas se vejo que a árvore não cresce mais, que não dá nada, não vale a pena insistir, e é melhor deixá-la ficar como está. Talvez alguém a aprecie e possa fazer uso, de outra forma que não aquela que eu quero.


 


 


Há quem chame a isto "Deitar a Toalha ao Chão", atribuindo à expressão uma certa conotação de fraqueza.


Eu não considero tal atitude uma fraqueza. Acho que é sensatez, sabedoria...


Se fracassámos na nossa missão, e não há volta a dar, para quê persistir? Para quê desperdiçar a nossa vida, e o nosso tempo, em algo que não nos faz bem, nem tão pouco felizes?


 


 


Vale a pena? Não!


É saudável? Não! Nem para nós, nem para a outra pessoa.


Por isso, o melhor a fazer, em algumas situações ou momentos da vida, é mesmo colocar um ponto final, e dar uma nova oportunidade a nós, e aos outros, de ainda encontrar por aí a felicidade.


 


 


Aí desse lado, qual é a vossa opinião?


Já alguma vez na vossa vida "deitaram a toalha ao chão", seja a nível pessoal, profissional ou amoroso?


Sentiram-se fracos por isso? 


 

7 comentários:

  1. Muito sinceramente,eu já passei por muitas dificuldades,contudo,sempre dei a volta por cima e sempre andei com a minha bola para a frente,pois,para a frente é que é o caminho!! Feliz sexta-feira e bom fim-de-semana para ti,mais uma vez,te desejo tudo de bom!!

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  2. Andar para a frente significa também, por vezes, deixar o que, e quem, não nos faz bem para trás. Nesse sentido, não considero uma fraqueza, mas algo necessário para que sejamos mais felizes.
    Beijinhos e bom fim de semana!

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  3. Ok,ok,eu compreendo-te perfeitamente!! Obrigada pelos teus votos de bom fim-de-semana e beijinhos também para ti!!

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  4. Eu também, não sou de desistir facilmente! Mas, quando chego á conclusão, que não vale a pena o meu esforço e tempo, arrumo o assunto de vez!

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  5. Nem conhecia essa expressão, até há pouco tempo. Sou do mais teimoso que pode existir, pelo que insisto nas coisas até ter a certeza de que já não pode vir mais nada dali. Passei por um divórcio, pelo que se pode considerar que "deitei a toalha ao chão", mas certamente não consigo encarar isso como uma fraqueza, muito pelo contrário.

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  6. Também fui resistindo a um casamento, com vários incidentes pelo meio, até perceber que já não havia sentimento nenhum, e avancei para o divórcio. Não foi fraqueza, foi espremer o sumo da laranja, até ela não dar mais.
    Na minha actual relação, se tivesse deitado a toalha ao chão quando começaram os problemas, não estaríamos juntos hoje, quase há 9 anos. Mas houve ali um momento em que, a bem da minha sanidade mental, ponderei pôr um fim. Felizmente, houve mudanças, ajuda e um querer salvar o que ainda tínhamos.

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  7. Nem ficaria bem comigo mesmo se não soubesse que tinha tentado o possível e o impossível. No meu caso ainda havia sentimento, mas simplesmente não estávamos a ser capazes de fazer as coisas resultar. Mas tentámos. Eu tentei. Na relação actual os problemas também surgiram e surgem, mas as tentativas de dar a volta têm dado bons frutos. Essa é a grande diferença, porque problemas há sempre.

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