Sabemos que vamos ter de enfrentar aquelas ondas enormes que lá vêm. Que vão passar por cima de nós, enrolando-nos no turbilhão da sua passagem.
A sua força derruba, arrasta, desnorteia. Andamos ali a lutar com cada nova onda que chega.
Ao início, tão seguidas que mal nos conseguimos erguer, já outra nos afunda de volta.
Depois, mais espaçadas, aparecendo quando acreditávamos que já não viriam.
Não adianta lutar contra. É deixar vir, e esperar que passe.
O mar voltará, mais cedo ou mais tarde, à sua tranquilidade, permitindo-nos pôr de pé e sair dele.
E restará apenas a memória distante de um momento difícil que se ultrapassou.

Tal e qual, minha querida.
ResponderEliminarTal e qual... <3
Claro que não é assim com toda a gente, cada um tem a sua forma de o enfrentar, mas é isto que me vem à mente.
EliminarLamento a tua dor
ResponderEliminarNeste caso, felizmente, a dor não é minha. Mas pediram-me para ajudar a ultrapassar a dor, e foi mais ou menos isto que respondi.
EliminarDesafio gigante....seja para quem for! Torna-nos tão iguais!!! Tão humanos!!!
ResponderEliminarBeijinhos!🌻
Eu acredito que é um desafio que cada um enfrenta de forma diferente, consoante a sua própria personalidade e relação com a pessoa falecida. Não me parece que nos torne iguais - a única coisa semelhante é a dor - mas acho que, muitas vezes, é encarada de forma tão distinta que gera críticas por não se enquadrar no dito "normal" que os outros esperam. Beijinhos e uma boa semana!
EliminarEu também concordo que é pior resistir às emoções que deixa -las fluir. E há emoções que se podem atenuar com o passar dos anos mas que passam a fazer parte de nós.. pelos menos foi o que senti com a morte do meu pai.
ResponderEliminarQuando perdi a minha mãe, ainda estava naquela fase de "os pais são para sempre", além de que foi algo muito rápido e inesperado. Quando foi do meu pai, sabíamos da doença, da contagem decrescente, mas já se tinha safado algumas vezes, por isso, apesar de tudo, custou. Custou porque a partir dali não tinha nenhum comigo. Foi o fim de uma era. No entanto, por vezes assusto-me com a facilidade com que a vida segue, com que nos adaptamos à nova realidade, à ausência. Sei que talvez seja porque nada ficou pendente, e partiram em paz, e quem ficou, está também em paz. Mas também sei que, uma ou outra vez, algo relembra-nos a perda. Beijinhos e uma boa semana!
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