Quase dois anos depois, permanecia só.
Em parte, por escolha. Por opção.
Em parte, pelas circunstâncias.
E, em parte, pela constatação de que dificilmente se entregaria de novo a uma relação.
Pelo menos, não com a entrega que deveria.
Se, por vezes, pensava em como lhe saberia bem ter alguém ao seu lado, logo esse pensamento era apagado por outro, que lhe dizia que, para aproveitar apenas alguns momentos, não valia a pena mudar a vida toda.
Diziam-lhe que, quando surgisse de novo o amor, todas essas resoluções seriam deitadas ao lixo.
Talvez...
Mas duvidava, até, que ele aparecesse.
Não que andasse à procura. Mas também parecia difícil que viesse bater à sua porta.
Por isso, mantinha a sua vida tranquila e solitária, sob o seu próprio comando.
Quem sabe com satisfação.
Quem sabe com resignação.
Ou, quem sabe, com uma ínfima esperança...

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