É o segundo livro que leio desta autora, e estou rendida.
Em "As Filhas do Silêncio", duas jovens, que toda a sua vida viveram isoladas do mundo, junto com a irmã mais nova, Evie, e a mãe, terão de enfrentar os seus maiores receios e sair da cabana, para a floresta, de forma a escapar ao homem que, na ausência da mãe, lhes invadiu a casa.
Acreditando que a mãe só iria levar a irmã à civilização para a curar, e que ambas voltariam em breve, Wren e Sage percebem que, provavelmente, foram ali deixadas para morrer à fome.
E quando o desconhecido lhes diz que as vai levar dali, elas antecipam-se, e fogem.
Essa fuga será o levantar do véu de uma teia de mentiras em que foram enredadas durante toda a sua vida.
Paralelamente, Nicolette e Brant, um casal aparentemente feliz, parece prestes a desfazer-se, quando Nicolette descobre que Brant guarda a fotografia suspeita na gaveta, anda a desviar dinheiro da conta dela para outra pessoa, e todas as sextas-feiras, de manhã, quando ela não está em casa, liga para uma mulher de nome Beth.
Acreditando que está a ser traída, roubada, e apunhalada naquilo que mais lhe dói - não poder ser mãe, e o seu marido ter uma filha com outra mulher - Nicolette não descansa enquanto tenta descobrir as provas de que necessita.
É quando está sozinha em casa, nessa busca, com o marido em viagem, que Wren e Sage lhes aparecem à porta, a pedir ajuda, sem saberem que, de certa forma, os seus caminhos e as suas vidas estão interligadas.
Afinal, não são só as jovens que viveram uma mentira. Também Nicolette apagou a verdade da sua mente e, agora, será obrigada a enfrentá-la.
Nada daquilo em que acreditava é totalmente verdadeiro.
Há algo que ela não sabe, e que pode mudar para sempre o rumo da sua história.
Enquanto as autoridades tentam perceber o que aconteceu com as raparigas de Stillwater, e descobrir o paradeiro da mãe e da irmã mais nova, Nicolette e Brant investigam quem poderá estar a chantageá-los. Quem, tão próximo deles a ponto de saber algo tão íntimo sobre as suas vidas, seria capaz de usar essa verdade para extorqui-los de forma tão leviana, negando-lhes aquilo que lhes é mais precioso?
Uma história sobre mães que perdem os seus filhos.
Mães que lidam, de formas diferentes, com o trauma da perda, em diversos sentidos.
Com o luto.
Uma história sobre memórias desvanecidas que, muitas vezes, são encaradas como fruto da imaginação e, outras vezes, parecem tão reais.
Pesadelos que se creem partidas da mente mas que, no fundo, escondem segredos que não conseguimos ver, ou compreender.

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