segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Gripe A - uma estreia lá em casa


 

A minha filha constipou-se. Supostamente.

Dor de garganta, expectoração, tosse.

Andou a tomar ibuprofeno, pastilhas para a garganta, chás, mucolítico. 

Esteve assim duas semanas. 

Parecia não haver forma de melhorar mas, no fim da segunda semana, viu uma pequena luz ao fundo do túnel.

Muito breve.

A terceira semana trouxe de volta a tosse, a febre, os vómitos.

Perdeu o olfacto, e o paladar.

Foi à urgência para ver se lhe receitavam antibiótico porque mais parecia estar com uma infecção respiratória a arrastar-se sem o devido tratamento.

A médico disse que não era nada de grave.

Já em casa, por curiosidade, e porque já tinha feito um teste de Covid que deu negativo, fez o que dá para várias gripes e covid. 

Deu positivo para gripe A.

Uma estreia lá por casa.

Diz ela que, ao pé da gripe A, o Covid foi uma brincadeira. E que não deseja a ninguém.

À quarta semana, parece estar, finalmente, a recuperar.

Já que a primeira semana de férias passou na cama, a ver se aproveita a semana restante de uma forma melhor, e com mais ânimo.


E eu?

Bem, nas primeiras duas semanas, escapei. 

No final da terceira semana, comecei a sentir-me estranha e pensei: já apanhei o vírus. Mas não, deu negativo.

Para o tsunami que parecia estar a formar-se dentro de mim, a suposta onda gigante dissipou-se antes de chegar, atenuando os efeitos. 

Ainda assim, não me livrei das dores de cabeça, dores no corpo, e uma torneira a pingar constantemente.

Talvez uma constipação, ou uma crise de sinusite.

A esta altura, acho que já não corro risco de contágio pela minha filha.




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