Naquele dia de Outono, estavam distantes.
No entanto, os seus pensamentos eram próximos do que imaginavam e, de certa forma, similares.
Como se a mente de um reflectisse a do outro, unidos, quem sabe, por uma mera ilusão.
A ideia que cada um tinha ou fazia do outro, era o que os cativava.
Mas... corresponderia à realidade?
Enquanto se mantivessem nesse universo paralelo, haveria um permanente encanto. Um certo mistério.
Se, pelo contrário, saíssem dele para o mundo real, talvez a ilusão se quebrasse.
Como quem hesita em abrir uma porta com receio de que, o que possa encontrar do outro lado, não corresponda ao que imaginou. E que, depois, não possam voltar atrás.
Era por isso que, por mais que pensassem em mudar as coisas, dar novos passos, experimentar sair da zona de conforto, deixavam-se estar.
Um a pensar no outro.
A querer estar, nem que fosse por breves momentos, mais perto do outro.
E, ainda assim, permanecendo distantes...

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