quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Os livros são como as laranjas

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Depois de bem espremidos, nem sempre a quantidade e qualidade do sumo que deitam são as melhores.


Tal como as laranjas bonitas, grandes e gordas, muitas vezes, nem chegam para meio copo de sumo, também muitos livros, apesar de inicialmente apelativos, pouco conteúdo têm. 


Tal como as laranjas bem tratadas, com todos os cuidados e requisitos obrigatórios para garantir a qualidade, acabam por não ter qualquer sabor, também alguns livros não trazem nada que nos faça gostar e querer mais.


Da mesma forma, tal como as laranjas pequenas, que nascem naquelas árvores que nunca foram tratadas, mas que, afinal, são as verdadeiras laranjas, e cheias de sumo, também muitos livros, apesar de não se dar muito por eles, nos podem surpreender!  


 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Praticar o "desapego"

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"A expressão desapego pode ser dura e fria, mas todos nós devemos aprender a desenvolver o desapego."


Li esta frase ontem, e fiquei a pensar na mesma.


 


Todos nós, ao longo da nossa vida, nos vamos apegando a coisas, e a pessoas que, pelos mais variados motivos, passam a fazer parte dela.


Muitos objectos simbolizam momentos, lembranças, memórias, de algo que foi importante, e por isso queremos manter.


Talvez por isso seja tão difícil, a algumas pessoas, "destralhar". Porque cada um dos objectos que já não tem utilidade nem faz falta tem, ainda assim, a sua história e o seu significado, por mais tolo que seja.


Ainda assim, é mais fácil, no dia a dia, praticar o desapego das coisas materiais.


 


Mas, quanto ao desapego das pessoas que no rodeiam e fazem parte da nossa vida? Também devemos praticá-lo?


Será o apego algo assim tão mau para nós, que seja preferível não o ter?


O apego, enquanto sentimento de afeição, de simpatia ou estima por alguém , enquanto ligação afetiva que se estabelece com alguém, traduzida em afeto, amizade, amor, benevolência, fraternidade, ternura ou afeição, em nada prejudica a nossa vida. Pode, até, funcionar como suporte para a segurança emocional, em determinadas fases.


Apenas quando começa a haver um apego extremo, uma obsessão, um viver em função de determinada pessoa, anulando-se, é que pode ser considerado perigoso e prejudicial, tanto para quem o pratica, como para quem o recebe.


 


"Ah e tal, quanto mais apegados tivermos, mais iremos sofrer depois."


E então? É por isso que não nos apegamos a ninguém? Para não correr o risco de vir a sofrer com a sua perda?


Não faz também isso, parte da vida? Da nossa experiência, neste mundo?


Ou é preferível passar a vida a não nos ligarmos sentimentalmente a ninguém, a olhar para os outros de forma indiferente, e a sermos, também nós, indiferentes para os outros, como se fossemos apenas meras máquinas, sem sentimentos e emoções?


 


 


E por aí, acham que o desapego é necessário ao nosso bem estar, ou pode ter, precisamente, o efeito inverso? 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

O que é que cheira a lúcia-lima, mas sabe a malagueta?

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Nunca tinha utilizado gengibre na vida.


Sabia de alguns benefícios, mas nunca tinha aprofundado.


Este fim de semana, o meu marido comprou, para fazer chá.


 


Achei que não tivesse cheiro, ou este fosse algo parecido com batatas. Quando ele me deu a cheirar, adorei o odor. E fez-me lembrar algo que, só mais tarde, percebi ser lúcia-lima. É idêntico.


 


Como gosto de provar coisas diferentes, disse-lhe que também queria aquele chá. Se soubesse tão bem como cheirava, deveria ser óptimo.


 


Já na cama, com a caneca na mão, provo o dito chá.


Realmente, o sabor é bom.


O problema, é que ninguém me avisou que seria picante!


Parecia que estava a beber chá de malagueta, e não de gengibre.


Não consegui bebê-lo todo. O resto foi fora. 


E o efeito do picante na boca ainda demorou a passar.


 


 


 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

"No Te Puedes Esconder", nova série da Netflix

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Um ex polícia, com problemas de alcoolismo e falta de dinheiro, é contratado para matar uma mulher que, na sequência de um atentado terrorista, lhe acaba por salvar a vida.


E agora? Terá ele coragem de seguir adiante, e tirar a vida àquela que lhe devolveu a dele?


 


Mónica vive com a filha, Natália, em Madrid, no âmbito do Programa de Protecção de Testemunhas, após ter denunciado o ex marido e o seu negócio de narcotráfico. Com o ex marido morto, ela constrói uma nova vida longe do México, onde ambas viviam. Mas, ainda assim, o perigo está mais perto dela do que imagina. 


 


Um fotógrafo de guerra, obcecado pela morte, colecciona várias fotos de momentos trágicos, sobretudo mulheres mortas, que pretende utilizar na sua nova exposição.


Mas será que não passa mesmo de um trabalho fotográfico? Ou poderá o seu comportamento, por vezes estranho, esconder algo mais?


Sobretudo, quando se mostra tão interessado na morte da mulher de um líder de um partido em ascenção?


Alex tem um caso com Mónica, mas cedo vamos perceber que as mulheres são outro dos seus vícios.


 


Alberto Torres, mulherengo e prestes a ver o seu partido chegar onde quer, torna-se o principal suspeito do assassinato da sua mulher. Apesar de negar, ele tinha todos os motivos para o fazer. Ameaças não faltaram. 


 


Natalia e Eli são amigas mas, naquele momento, quase nem se falam por causa de Alberto, que andou com as duas. Mas Natalia está estranha, como se algo a incomodasse, como se tivesse medo de alguma coisa, ou de alguém e, naquela mesma noite, acaba mesmo por ser raptada.


 


Percebe-se que Eli esconde alguma coisa, e que Alex também parece ter os seus segredos, mas saberão quem terá levado Natália?


Quem não vai descansar até encontrar a sua filha é Mónica. Mas será que o consegue, estando com a cabeça a prémio?


 


E é, assim, nestas três vertentes - recuperar Natália, que parece ter sido levada com vista ao tráfico humano, descobrir quem pagou para matar Mónica, e quem é o assassino de Beatriz - que se vai desenrolar toda a série. Será que tudo está relacionado?


É assim, que vamos perceber o quanto a polícia, nos seus mais diversos departamentos, pode ser corrupta, ineficaz, inactiva, influenciável. O quão burocrático pode ser um processo, e quantos entraves tem que contornar, muitas vezes sem sucesso, para dar um passo em frente.


E como, muitas vezes, tem que ser quem está fora a mexer-se, a arriscar-se, a lutar por aquilo que mais ama, a utilizar meios menos convencionais, para chegar onde a polícia não é capaz, não quer, ou não tem interesse em chegar.


Porque o dinheiro ainda move muita gente, muitos interesses, e os poderosos conseguem ter todos do seu lado, não dando espaço para serem apanhados.


 


Uma série de 10 episódios, em que a acção e o suspense são uma constante, e que queremos devorar de uma só vez.


Confesso que, desde o início, Alex me pareceu suspeito. Nunca fui com a cara dele. Mas não há dúvidas nde que é um bom pai e, a certa altura, ajudou Mónica.


Desconfiei de quem poderia ter estado por detrás da morte encomendada de Mónica, e do rapto da Natália. Era demasiado óbvio.


 


Mas o assassino entre todos eles, foi uma verdadeira surpresa!


Penso que estão reunidas as condições para uma segunda temporada. Gostava de ver como tudo se irá desenrolar dali em diante.


Nesta temporada, o destaque vai mesmo para a Mónica, uma mulher destemida e guerreira, que nunca desiste da filha, e para Daniel, que consegue voltar a ser o polícia que um dia foi, graças a Mónica, e vai ser o seu companheiro na missão de recuperar Natália.


Recomendo, sem dúvida!

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Em dia de inauguração dos Carrilhões se Mafra, que tal um Sino?!

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Este é um cupcake de chocolate, com recheio de chocolate de avelã, em forma de Sino, ou não fosse este fim de semana a inauguração dos Carrilhões de Mafra, quase 20 anos depois de estarem parados sem tocar.


 


O que acham desta criação da pastelaria Pólo Norte, uma das melhores de Mafra?


 


Eu não resisti a comprar!


Mas ainda não tivemos coragem de o comer! 

Músicas que inspiram histórias #1

Imaginar a cena ao som da música Open Sky, de Ella D Ela estava a preparar-se para sair, quando o seu telemóvel vibrou. Uma mensagem. Dele. ...