terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Sobre o Achas que Sabes Dançar...

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...que também poderia ser, tendo em conta a selecção dos candidatos até aqui e a primeira gala, o Achas que Sabes Apresentar, o Achas que Sabes Avaliar ou o Achas que Sabes Escolher!


 


Gosto do programa. É bom termos programas destes que tentam descobrir os talentos escondidos e mal aproveitados de muitos portugueses embora, na prática, se contem pelos dedos os que sairam destes mesmos programas com várias portas abertas para a construção e consolidação de uma carreira.


 


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Parece-me que, em alguns momentos, os jurados foram um pouco injustos, pouco tolerantes com uns, e demasiado benevolentes com outros.


Não simpatizo muito com o Joaquín Cortez - pode ser um excelente bailarino e coreógrafo e, como tal, ter competências para avaliar, mas não estou a gostar muito de o ver.


A Rita Blanco não é especialista na matéria, mas até se safa nos comentários, e tem algum humor.


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Mas é com este senhor que eu me farto de rir todas as semanas! O Marco da Silva, além de bailarino e coreógrafo, é genuíno. Acho piada aos "ei", aos "uh", aos "wow", aos saltos e gestos que ele faz durante as actuações dos concorrentes, ao sotaque, à simplicidade, ao gosto que demonstra por aquilo que faz.


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A apresentadora, Diana Chaves, não sei se por ser a primeira gala em directo, não esteve mal, mas também não esteve bem. Esperemos que, com o tempo, melhore.


Quanto à polémica votação e eliminação da primeira gala, é verdade que, da forma como é feita a votação, os últimos a dançar são claramente prejudicados. Isto se as pessoas em casa, de facto, votarem pela actuação no programa. Porque apesar de as linhas abrirem ao ao mesmo tempo, sem mostrarem pelo menos, um excerto do ensaio geral, a única coisa em que podemos votar é na amizade, na família, na cara bonita ou no corpo trabalhado, ou seja, em nada do que é suposto avaliar. Minutos após o último par dançar, as votações encerram. Mas também é verdade que, por exemplo, a Joana e o Tiago foram dos primeiros a actuar e, ainda assim, dos menos votados. 


Houve concorrentes que dançaram menos bem e foram salvos, outros que tiveram uma melhor exibição e foram nomeados, as coreografias, por vezes, não dão espaço para mostrar muito, e outras vezes, mostra-se tudo e, ainda assim, o público não fica satisfeito.  


Apurados os seis menos votados, coube aos jurados decidirem quem salvavam e quem mandavam para casa, após uma última "dança pela vida". E é aqui que a incoerência, ou não, se faz sentir. Quanto à Cristina, não houve grandes dúvidas. Sempre a consideraram a mais fraca do grupo. Quanto ao Tiago, que tanto elogiaram ao longo da gala, que frisaram uma vez e outra que fazia falta no programa, e cuja nomeação gerou tanta indignação aos mesmos, perguntamo-nos porque razão, nesse caso, o mandaram embora?


As explicações coerentes que vejo são só duas: ou a produção deixou que repetentes participassem mas, em caso de nomeação, seriam os primeiros a sair (e aí os jurados não puderam fazer nada), ou os jurados consideraram que apesar de excelente bailarino, não mostrou aquilo que valia (ou não tem mais para mostrar) e, uma vez repetente, há que dar lugar a outros.


As explicações incoerentes poderão ter sido fazer a vontade ao público, como castigo "nomearam, agora aguentem com as consequências", ou acharem que, como profissional, não faz sentido estar ali a tirar a vez a outros. Mas, para isso, nem sequer o tinham levado tão longe. E profissionais, estão lá mais. Não é desculpa. 


Seja como for, o sonho da dança não termina com a eliminação do concurso. Prova disso é o Tiago, a Rita Spider, e outros concorrentes da primeira edição, que continuaram a fazer da dança a sua vida.


Covém não esquecer que isto é um concurso. Os concursos deste género, raramente são justos. E, como disse alguém, e muito bem, eles são 20, só um pode ganhar e os restantes 19 terão que sair! 


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Equipa do Sapo - obrigada!


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Pelo vosso destaque deste meu cantinho na homepage do Sapo! 


 


 


 

A saúde não tem preço, mas pagamos caro por ela!


É verdade que a saúde não tem preço? É!


E que não se compra? Sim!


Ainda assim, pagamos tão caro por ela!


Mas o que seria daqueles que investem em pessoal especializado e em laboratórios para que sejam levadas a cabo pesquisas e buscas por curas ou tratamentos de doenças, até agora desconhecidos?


O que seria das farmacêuticas se não obtivessem algum lucro com os medicamentos "milagrosos"?


O que seria das farmácias se os medicamentos nos fossem oferecidos?


A saúde não tem preço, mas tem custos para quem dela carece!


A saúde não se compra nem se vende, mas faz parte de um grande mercado onde é negociada como quem negoceia raridades valiosas! A necessidade dela faz funcionar uma indústria de milhões.


Quanto custam determinadas cirurgias? Quanto custam determinados tratamentos? Quanto custam determinados medicamentos? E quem consegue, em termos financeiros, ter acesso aos mesmos?


Vejamos, por exemplo, o actual caso da hepatite C. São, à partida, 150 os escolhidos pelo Ministério da Saúde para beneficiarem do novo tratamento com um medicamento inovador contra a doença - o Sofosbuvir - que garante taxas de cura superiores a 90%. O custo deste medicamento anda entre os 45 mil e 150 mil euros.


Disse o ministro da Saúde (e concordam os profissionais) que "se a todos os pacientes de hepatite C fosse ministrada esta cura, gastar-se-ia mais de 80 por cento do orçamento do Serviço Nacional de Saúde".  Já Emília Rodrigues, do SOS Hepatites, contrapõe que “É triste alguém ter que estar em pré-morte para que lhe seja dada esta medicação”.


Exceptuando aqueles que, com ajuda, milagre ou condição financeira conseguem ter acesso a determinado tipo de medicamento ou tratamento, e usufruir de meios de diagnóstico modernos e tecnologia avançada, a grande maioria nem sequer tem dinheiro para pagar uma taxa moderadora que, misericordiosamente, decidiram baixar este ano em 5 cêntimos!


A maioria, não tem dinheiro para se submeter àquela cirurgia que tanto necessita. Nem para pagar os exames que tem que fazer. Ou o internamento a que, involuntariamente, terá que ser sujeito.


E quando tem, nem sempre é tratada de forma digna e humana nos serviços de saúde públicos, ainda que tenha que pagar da mesma forma. 


No fundo, não estamos a falar exatamente de saúde, mas de cuidados de saúde, dizem os entendidos no assunto. Mas bem lá no fundo, todos sabemos que, ainda que os "caminhos" sejam diferentes, ambos levam à mesma e única questão - o limbo entre a saúde e a doença, entre a vida e a morte!





 


 


 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Expectativas


O que queremos ou esperamos das outras pessoas? O que querem as outras pessoas de nós? O que queremos de e para nós próprios?


Em algum momento, ou momentos, da nossa vida, esperamos algo de alguém. Esperamos compreensão, esperamos solidariedade, esperamos amizade, esperamos amor, esperamos companhia, esperamos palavras, esperamos gestos de alguém, esperamos atenção, esperamos carinho, esperamos lembranças…


Por vezes, não só esperamos, como exigimos!


Mas devemos nós esperar tanto dos outros, criar demasiadas expectativas? Ou isso só levará à desilusão? Não será melhor esperarmos menos e sermos surpreendidos? Afinal, ninguém deve ser responsabilizado pelas expectativas que criamos. E, de certa forma, quando essas expectativas não são satisfeitas, podemos acabar por desenvolver ressentimentos, mágoas, críticas, e até ódio.


E quando os papeis se invertem e são as outras pessoas que esperam demasiado de nós? Como é que nos sentimos? Pressionados? Sobrecarregados com um fardo que nos puseram em cima como se fosse nossa obrigação carregá-lo? Frustrados por não correspondermos a essas expectativas?


Não podemos passar toda a nossa vida a esperar e exigir dos outros, assim como os outros não podem passar a sua vida a fazê-lo em relação a nós.


E quanto a nós próprios? O que queremos para nós? O que esperamos e exigimos de nós próprios? Será que não procuramos nos outros aquilo que nós próprios não nos conseguimos dar?


Ou serão essas expectativas que criamos dia após dia, uma espécie de estímulo, de energia que nos move e torna mais fácil e agradável a nossa existência, que nos faz seguir em frente, com entusiasmo e com esperança?  


O que seria de nós de nunca esperássemos nada de nós próprios, dos outros e da vida? Seríamos mais felizes assim, sem qualquer expectativa?


Será melhor não esperar nada de ninguém, correndo o risco de ser ou não surpreendido, ou criar expectativas, ainda que a não concretização das mesmas nos possa desapontar?

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Days & Nights


Avicii - The Days


 




Under the tree where the grass don't grow


We made a promise to never get old


You had a chance and you took it on me


And I made a promise that I couldn't keep




Heartache, heartbreaks


All over town


But something flipped like a switch


When you came around


And I'm in pieces


Pick me up and put me together




These are the days


We've been waiting for


On days like these


Who could ask for more?


Keep on coming


'Cause we're not done yet


These are the days


We won't regret


These are the days


We won't forget




These are the days


We've been waiting for


Rattle the cage and slam that door


And the world is calling us


But not just yet


These are the days


We won't regret


These are the days


We won't forget




Out on the midnight, the wild ones howl


Last of the lost boys have thrown in the towel


We used to believe we were stars aligned


You made a wish and I fell out of




Time flew, cut through


All over town


You made me bleed when I look up


And you're not around


But I'm in pieces


Pick me up and put me together




These are the days


We've been waiting for


On days like these


Who could ask for more?


Keep on coming


'Cause we're not done yet


These are the days


We won't regret


These are the days


We won't forget




These are the days


We've been waiting for


Neither of us knows what's in store


You just pull your window down


And place your bets


These are the days


We won't regret


These are the days


We will never forget




And these are the days


(these are the days)


And these are the days


(these are the days)







Debaixo da árvore onde a grama não cresce


Fizemos uma promessa de nunca envelhecermos


Você teve uma chance e arriscou em mim


E eu fiz uma promessa que não pude cumprir




Mágoas, corações partidos


Na cidade inteira


Mas algo mudou como se tivesse ligado um botão


Quando você apareceu


E estou em pedaços


Me recolha e me remonte




Estes são os dias


Que estivemos esperando


Em dias como estes


Quem poderia querer mais?


Continue chegando


Porque ainda não estamos prontos


Estes são os dias


Que não vamos nos arrepender


Estes são os dias


Que não vamos esquecer




Estes são os dias


Que estivemos esperando


Chacoalhe a jaula e bata aquela porta


E o mundo está nos chamando


Mas ainda não é a hora


Estes são os dias


Que não vamos nos arrepender


Estes são os dias


Que não vamos esquecer




Soltos à meia noite, os selvagens uivam


O último dos garotos perdidos jogou a toalha


Costumávamos acreditar que éramos estrelas alinhadas


Você fez um pedido e eu saí do




Tempo voa, passa cortando


Na cidade inteira


Você me fez sangrar quando procurei


E você não estava por perto


Mas estou em pedaços


Me recolha e me remonte




Estes são os dias


Que estivemos esperando


Em dias como estes


Quem poderia querer mais?


Continue chegando


Porque ainda não estamos prontos


Estes são os dias


Que não vamos nos arrepender


Estes são os dias


Que não vamos esquecer




Estes são os dias


Que estivemos esperando


Nenhum de nós sabe o que está reservado


Apenas abaixe sua janela


E faça suas apostas


Estes são os dias


Que não vamos nos arrepender


Estes são os dias


Que não vamos esquecer




E estes são os dias


(estes são os dias)


E estes são os dias


(estes são os dias)





 

 





Avicii - The Nights


 


Hey, once upon a younger year


When all our shadows disappeared


The animals inside came out to play


Hey, when face to face with all our fears


Learned our lessons through the tears


Made memories we knew would never fade




One day my father he told me


Son, don't let it slip away


He took me in his arms, I heard him say




When you'll get older


Your wild heart will live for younger days


Think of me if ever you're afraid




He said, one day you'll leave this world behind


So live a life you will remember


My father told me when I was just a child


These are the nights that never die


My father told me




When thunder clouds start pouring down


Light a fire they can't put out


Carve their names into those shining stars


He said go venture far beyond these shores


Don't forsake this life of yours


I'll guide you home no matter where you are




One day my father he told me


Son, don't let it slip away


When I was just a kid, I heard him say




When you'll get older


Your wild heart will live for younger days


Think of me if ever you're afraid




He said, one day you'll leave this world behind


So live a life you will remember


My father told me when I was just a child


These are the nights that never die


My father told me




These are the night that never die


My father told me


Hey, hey


My father told me







Ei, era uma vez nos anos da juventude


Quando todas as nossas sombras desapareceram


Os animais dentro de mim saíram para jogar


Ei, quando encaramos todos os nossos medos


Aprendemos nossas lições através das lágrimas


Fizemos lembranças que sabíamos que nunca se apagariam




Um dia meu pai me disse


Filho, não deixe isso escapar


Ele me pegou em seus braços, e eu o ouvi dizer




Quando você crescer


Seu coração selvagem vai viver na juventude


Pense em mim se alguma vez você ficar com medo




Ele disse, um dia você deixará esse mundo para trás


Por isso, viva uma vida que você vai se lembrar


Meu pai me disse quando eu era criança


Essas são as noites que nunca morrem


Meu pai me disse




Quando as nuvens começam a soltar seus raios


Acenda um fogo que elas não possam apagar


Esculpa seus nomes nessas estrelas brilhantes


Ele disse, vá se aventurar além dessas margens


Não abandone sua vida


Vou te guiar para casa não importa aonde esteja




Um dia meu pai me disse


Filho, não deixe isso escapar


Quando eu era criança, e eu o ouvi dizer




Quando você crescer


Seu coração selvagem vai viver na juventude


Pense em mim se alguma vez você ficar com medo




Ele disse, um dia você deixará esse mundo para trás


Por isso, viva uma vida que você vai se lembrar


Meu pai me disse quando eu era criança


Essas são as noites que nunca morrem


Meu pai me disse




Essas são as noites que nunca morrem


Meu pai me disse


Ei, ei


Meu pai me disse






Acho estas duas músicas espectaculares! Mas entre The Days & The Nights, prefiro a primeira, até mesmo pelo ideia fantástica do videoclipe! 



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