segunda-feira, 4 de agosto de 2025

"Memórias Esquecidas", de Jodi Picoult

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Uma memória esquecida é uma vida que nos foi roubada, ou uma nova vida que nos foi oferecida?


Descobrir quem, um dia, fomos, mudará aquilo que, hoje, somos?


Qualquer pessoa tem direito a conhecer a sua verdadeira história. A saber a verdade sobre o seu passado.


No entanto, por vezes, é colocado demasiado peso nessas revelações. Como se elas pudessem mudar todo o seu futuro.


Não é que não mudem. Mas nem sempre essa revelação corresponde à expectativa, fantasia ou ilusão que criámos. 


Não raras vezes, as pessoas desejam voltar atrás e não saber de nada.


No entanto, uma vez revelada a verdade, não há forma de a voltar a esconder.


 


Quando era apenas uma criança, Andrew levou a sua filha para longe da mãe, contando-lhe mentira atrás de mentira, para iniciarem uma nova vida, com novas identidades, e uma nova história.


A questão que se coloca é: tinha motivos válidos para tal, ou foi uma decisão leviana?


O que leva um progenitor a privar o seu filho da presença e cuidados do outro progenitor durante anos, e a privar este do contacto e presença na vida de um filho?


Elise, a mãe, ficou vinte e oito anos sem saber onde estava a sua filha.


Delia, a filha, ficou vinte e oito anos a pensar que a mãe tinha falecido num acidente, e que só tinha o pai.


Andrew, o pai, passou vinte e oito anos à espera do dia em que a polícia lhe bateria a porta, e o levaria preso, acusado do rapto da sua filha de quatro anos.


Se ele fez o que considerou que qualquer pai deveria fazer, ou se se convenceu disso, para que pudesse seguir em frente com o plano, sem duvidar ou se condenar, só ele saberá.


Se Delia, ou Elise, o perdoarão por isso, só elas poderão dizer.


Mas quando lhe perguntam se voltaria a fazer o mesmo, ele não hesita em afirmar que sim, faria tudo de novo.


 


O que ele, certamente, não esperava, era conhecer a realidade da vida nas prisões, e de como uma pessoa tem de fazer de tudo para sobreviver. Matar, ou morrer. Alinhar, ou lutar. 


E ele já não vai para novo. Nunca foi um criminoso.


A condenação parece óbvia.


O seu advogado de defesa, que será o seu futuro genro, não tem muito a que se agarrar para o evitar.


Só Andrew poderá mudar tudo: contando a verdade, ou lançando mais uma mentira.


Como quem faz um truque de magia.


Mas não têm, todos os truques de ilusionismo, uma verdade escondida?


 


Uma história que faz as mães e os pais pensarem o que fariam se estivessem em situações semelhantes, e como agiriam, da mesma forma que questiona, enquanto filhos, o que quereriam que os pais fizessem.


 


 


As citações que mais me marcaram:


"Às vezes, vemo-nos a caminhar pela vida vendados e tentamos negar que fomos nós quem amarrou a venda."

 

 

"Há lições que não podem ser ensinadas: têm simplesmente de ser aprendidas."

 

 

"São precisas duas pessoas para que uma mentira funcione: a pessoa que a conta e aquela que acredita nela."

 

 

"Às vezes, quando não fazemos perguntas, não é por recearmos que alguém nos minta descaradamente. É por recearmos que nos digam a verdade."

 

 


Sinopse:


"Delia Hopkins tinha seis anos quando o pai a deixou ser sua assistente num espetáculo de magia. " Aprendi muito nessa noite… Que as pessoas não se evaporam no ar". Uma lição que agora, já adulta, confirma todos os dias: a profissão de Delia, na verdade, é encontrar pessoas desaparecidas com a ajuda do seu cão fiel. Gosta do trabalho e também da vida que leva. Apesar de ter perdido a mãe quando ainda era criança, foi criada pelo pai com amor e agora está prestes a casar com o companheiro com quem vive há muito tempo e de quem tem uma filha. Mas, na véspera do casamento uma coisa inesperada e chocante acontece: o seu pai é preso pela polícia sob a acusação de ter raptado Delia à mãe que esta julga ter morrido num acidente de automóvel.





Numa dramática inversão de situações e de emoções, privada das suas certezas e do seu passado, Delia inicia uma busca dolorosa da verdade que lhe escapa, porque cada um tem a sua verdade, e porque às vezes amar e proteger uma pessoa também pode obrigar a mentir..."




sexta-feira, 1 de agosto de 2025

O Medronheiro

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Também apelidado de "strawberry tree"!


 


Acreditavam, os antigos romanos, que esta árvore possuía poderes mágicos.


E que encontrar um ramo com três frutos era sinal de boa sorte!


Pois, isso da sorte tem muito que se lhe diga.


Mas não me importava de ser como o medronheiro: resistente, resiliente e com uma enorme capacidade de se regenerar rapidamente.


Por outro lado, o medronheiro não tem pressa.


Os seus frutos levam tempo a maturar e, quando o fazem, é possível ver, muitas vezes, conviver harmoniosamente com as flores dessa mesma árvore.


Este medronheiro, encontrei-o no parque, por acaso, sem sequer fazer ideia da sua existência.


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto

quinta-feira, 31 de julho de 2025

"O Divórcio Perfeito", de Jeneva Rose

 


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Tendo lido "O Casamento Perfeito", não poderia deixar de ler esta continuação, agora em modo "O Divórcio Perfeito"!


E, embora tenha sido um bocadinho mais forçado, não defraudou as expectativas, estando ao mesmo nível do primeiro, apenas com um pouco menos de surpresa.


Até porque já sabemos aquilo de que Sarah é capaz.


 


As coisas até podem ser diferentes desta vez porque, ao contrário de Adam, Bob sabe com que mulher está a lidar, e parece estar munido para o combate.


A determinado momento, parece que Sarah fica ali um pouco abalada, talvez receando ter um adversário a altura, que a faça perder tudo o que conquistou. Que use, contra ela, o mesmo tipo de armas que ela usou no passado, para se livrar do marido.


Mas, lá está, é Sarah Morgan. Por isso, a história pode dar muitas voltas!


 


Sinopse:


"Passaram onze anos desde que Sarah Morgan defendeu o marido, Adam, contra a acusação de homicídio da sua amante. Sarah seguiu em frente, começando uma família com o novo marido, Bob Miller, e mudando de carreira. A sua vida voltou a ser exatamente como sempre quis… ou será que não?


Depois de descobrir que Bob teve um caso de uma noite, Sarah não perde tempo e pede o divórcio. No entanto, durante a separação, novas provas de ADN são descobertas no processo contra Adam, obrigando a polícia a reabrir a investigação, e tornando novamente Sarah o centro das atenções.


Quando a mulher com quem Bob dormiu é dada como desaparecida, inicia-se o jogo arriscado do gato e do rato. Com as surpresas e as reviravoltas características de Jeneva Rose, este thriller deixa os leitores a questionarem-se: será que Bob e Sarah conseguirão alcançar o divórcio perfeito? Ou será “até que a morte nos separe”?"

quarta-feira, 30 de julho de 2025

O nosso corpo conta histórias

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Dizem que a pele tem memória.


Absorve e regista tudo, para mais tarde "apresentar a conta". 


Para nos "castigar", da mesma forma que, um dia, a castigámos.


Mas não será só a pele.


 


O nosso corpo também a tem.


Uma memória, em ambos os casos, a longo prazo.


Daquelas que, quando já nem sequer nos lembramos do que fizemos há anos ou décadas, nos apresenta, como se nos colocasse à frente a nossa vida em fotografias, os episódios que deram origem às nossas marcas, cicatrizes, e maleitas. 


 


No fundo, o nosso corpo, e a nossa pele, contam histórias, como um livro.


Histórias de aventuras, de erros, de brincadeiras, de acidentes.


Histórias de decisões precipitadas ou impulsivas, sonhadoras ou românticas.


Histórias da infância, da adolescência e da vida adulta.


 


Um corpo sem história, é um corpo que nunca viveu.


Como um boneco que permaneceu, intocável, dentro da embalagem. 


Se nos arrendemos de algumas dessas histórias? Talvez...


Talvez as pudéssemos ter evitado, ou escrito de outra forma.


 


Ou, talvez, todas elas fossem necessárias à nossa aprendizagem nesta vida.


Certo é que, queiramos ou não, fazem agora parte de nós. 


Como uma impressão digital, ou o ADN, são únicas. 


E lembram-nos que tudo tem uma consequência mas que, talvez, também tudo tenha tido uma razão para acontecer.


 


 

terça-feira, 29 de julho de 2025

"A Irmã Errada", de Claire Douglas

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Soube a pouco.


A história até começa com uma boa dose de mistério, e vai-nos mantendo presos para saber o que aconteceu.


E, sobretudo, leva-nos a crer que há alguém que quer roubar a vida de uma das irmãs. 


A pergunta é: porquê Tasha? Porque é que deveria ter sido esta a vítima, e não a irmã, Alice?


O enredo desenvolve-se, dando a entender que a "vingadora" é uma terceira irmã. A irmã que, em bebé, foi raptada.


Mas... Porque quereria ela fazer mal à irmã? E porquê, especificamente, àquela irmã?


 


Por outro lado, a verdade é que também em Veneza onde, no lugar de Alice e Kyle, estão agora Tasha e Aaron, também eles foram atacados, sem saber o motivo, acreditando que os confundiram com o outro casal.


Poderão os ataques estar relacionados?


Nesse caso, a Alice seria a irmã certa. Ou não.


Afinal, ela só poderia estar num lugar. Logo, não iam atacar as duas, na mesma noite, achando que eram a mesma pessoa.


Então, qual o sentido do bilhete?


 


E depois, lá mais para o fim, associo mais o título do livro a outras personagens, ou a outro contexto, do que, literalmente, às irmãs Alice e Tasha.


Tem a tão aguardada surpresa, as confissões inesperadas, e percebemos que tudo foi a soma de várias partes que nada tinham em comum entre elas, e não uma única que se desdobrou em várias.


Ficam as questões: 


O que somos capazes de fazer para proteger quem amamos?


O que somos capazes de fazer para nos protegermos a nós mesmos?


 


Sinopse:





"Duas irmãs tão diferentes, mas que se conhecem desde sempre. Ou será que não?







Tasha e Alice são irmãs, mas têm vidas completamente diferentes. Alice é uma bioquímica de sucesso e é casada com Kyle, um homem rico e charmoso, com quem viaja pelo mundo. Tasha, por outro lado, sente-se invisível. É casada com Aaron, mecânico, e vive uma vida simples com as suas filhas gémeas.
Quando Alice percebe que Tasha está a passar por várias dificuldades e que precisa de uma pausa, sugere que troquem de vida durante uma semana. Alice e Kyle irão ficar na casa de Tasha para cuidar das crianças, enquanto Tasha e Aaron passam a semana no apartamento de férias que a irmã e o cunhado têm em Veneza.
Alguns dias depois, o improvável acontece. Tasha recebe uma chamada a informar que Alice está no hospital e que Kyle morreu na sequência de um assalto. A polícia suspeita de que se terá tratado de uma tentativa de roubo que correu mal… Até que chega um bilhete para Tasha. São poucas palavras, escritas em maiúsculas: «Devias ter sido tu.»
Quem estava lá naquela noite? Seria Tasha realmente o alvo? Conseguirá ela resolver este mistério e encontrar as respostas de que precisa? Ou estará prestes a descobrir algo ainda mais sinistro? Está pronto para descobrir a verdade?
O novo thriller psicológico da autora bestseller Claire Douglas."




A semana numa imagem #16

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